Cotidiano | 31/07/2026 | Atualizado em: 31/07/26 ás 13:17

Como a Banlek funciona: o modelo que só paga se vender e desafia a concorrência

Plataforma nascida em Jaraguá do Sul só recebe comissão quando a foto é vendida. Entenda a regra que destravou o crescimento da empresa.

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Como a Banlek funciona: o modelo que só paga se vender e desafia a concorrência

Foto: Divulgação/Banlek

Resumo completo

Modelo: taxa zero de manutenção quando a foto não vende

Comissão Banlek: 10% no plano gratuito, 9% no premium

Receita em 2024: R$ 16 milhões, com crescimento anual de 300%

Receita em 2025: R$ 28 milhões

Meta para 2026: R$ 50 milhões em faturamento

Saque: via PIX, em até 24 horas nas vendas por cartão, sem taxa de adiantamento

Cashback: trocado por produtos pelo fotógrafo

Impressos: fotógrafo ganha comissão nas vendas de fotos reveladas

Quem vende foto na internet sempre conviveu com uma conta fixa: o fotógrafo pagava pela hospedagem das galerias antes de saber se alguma imagem seria comprada. A Banlek, plataforma que começou em Jaraguá do Sul e hoje é a maior da América Latina no setor, virou essa lógica do avesso.

A empresa só ganha quando o fotógrafo ganha. Se as fotos publicadas não vendem, o profissional não paga nada pela manutenção. É o que a companhia chama de inversão de risco, e foi essa regra que sustentou a escalada da plataforma rumo à meta de R$ 50 milhões em faturamento em 2026.

Fotógrafo da Banlek registra o Nosso Camarote no Carnaval do Rio de Janeiro, em cobertura oficial da plataforma
Fotógrafo da Banlek em ação durante a cobertura do Nosso Camarote no Carnaval do Rio de Janeiro

A regra que inverte o risco na Banlek

No mercado tradicional de venda de fotos, o fotógrafo banca os custos antes de qualquer retorno. Paga pela hospedagem das galerias, mantém a estrutura no ar e torce para que as vendas cubram a despesa. Quando o evento rende pouco, o prejuízo é dele.

A Banlek transferiu esse risco para a própria plataforma. “A gente parte de uma ideia simples: a Banlek só ganha quando o fotógrafo ganha. Se a foto não vende, ele não paga nada de manutenção. O risco fica com a plataforma, não com o profissional”, explica Jonathas Guerra, CEO da empresa. Na prática, a companhia cobra taxa administrativa apenas sobre vendas concretizadas. Se nenhuma foto de um álbum é comprada, o fotógrafo arca com taxa zero de manutenção.

Valentim Magalhães, Maria Eduarda Guerra e Jonathas Guerra, líderes da Banlek, maior plataforma de fotos da América Latina
Valentim Magalhães, Maria Eduarda Guerra e Jonathas Guerra (CEO), sócios da Banlek: startup brasileira que valoriza fotógrafos e já é a maior plataforma de fotos da América Latina

Comissão menor que a dos concorrentes

O segundo pilar do modelo é o tamanho da fatia que a plataforma retém. No plano gratuito, sem assinatura mensal, a Banlek fica com 10% de cada venda. No plano premium, chamado Infinite, a assinatura custa R$ 97 por mês e a comissão cai para 9%, além de liberar venda direta sem taxas e benefícios como cashback dobrado e cursos.

A diferença aparece na comparação com o setor. A Fotop, uma das concorrentes históricas, retém 25% por venda na maioria dos eventos, segundo levantamento do mercado. É esse contraste que sustenta o discurso comercial da empresa. “Num mercado em que a comissão chega a 25%, a gente trabalha com 9% a 10%. Para quem vende volume, essa diferença é o que define quanto sobra no fim do mês”, afirma Renan Viana, head comercial da Banlek.

Pagamento rápido como argumento de retenção

Comissão baixa atrai, mas é a velocidade do pagamento que segura o fotógrafo na plataforma. “O fotógrafo pode sacar quando quiser, via PIX, sem limite. Numa venda no cartão, o dinheiro está disponível em 24 horas”, diz Guerra.

Nas compras feitas com cartão, o valor é liberado para saque em 24 horas após a transação. O cliente final fecha a compra por PIX, cartão ou boleto e recebe o arquivo digital na hora. A automação cobre o caminho inteiro: ao subir as imagens de um evento, a própria plataforma aplica marca d’água e organiza a galeria, sem trabalho manual do fotógrafo.

De onde vem o faturamento

O modelo de comissão sobre venda efetivada só funciona em escala. Por isso a Banlek aposta em volume: 60% da operação vem de cobertura esportiva, e os outros 40% se dividem entre eventos corporativos, sociais e culturais. As fotos esportivas custam de R$ 2 a R$ 10 cada, enquanto retratos corporativos chegam a R$ 50.

Para puxar o tíquete, a plataforma embute desconto progressivo na própria galeria: comprando duas fotos do mesmo álbum, o cliente ganha 5%; a partir de dez, o desconto sobe para 20%. A conta fecha pela quantidade. Em 2024, a receita consolidada foi de R$ 16 milhões, com crescimento de 300% no ano. Em 2025 chegou a R$ 28 milhões de receita e a meta para 2026 é de R$ 50 milhões na receita e um GMV que passará de R$ 1 Bilhão de reais.

Como isso impacta sua vida?

Para o fotógrafo de Jaraguá do Sul e região que cobre jogos, corridas ou festas no fim de semana, o modelo da Banlek muda a conta de entrada na atividade: dá para testar a venda de imagens sem pagar mensalidade e sem risco de prejuízo se o álbum não vender. Quem já vive de fotografia consegue comparar, com número na mão, quanto a comissão de 9% a 10% deixa no bolso frente aos 25% cobrados por plataformas mais antigas.

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Max Pires

Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.

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