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BTG vê potencial de valorização de 41% nas ações da WEG; Itaú também recomenda compra
Resumo da matéria
BTG Pactual e Itaú BBA mantêm avaliações positivas para as ações da WEG, multinacional com sede em Jaraguá do Sul. Enquanto o BTG projeta preço-alvo de R$ 65, equivalente a um potencial de valorização de aproximadamente 41% sobre o fechamento de 27 de outubro, o Itaú elevou sua estimativa para R$ 56, indicando potencial de 21,3%. Os bancos apostam no crescimento internacional da fabricante e na expansão do setor de infraestrutura elétrica, mas alertam para os riscos relacionados às margens de lucro e ao câmbio. A reportagem também apresenta uma análise proposta para Luís Pauli, da Monvanti Assessoria de Investimentos, ainda pendente de aprovação.
As ações da WEG, multinacional com sede em Jaraguá do Sul, voltaram a chamar a atenção do mercado financeiro. O BTG Pactual mantém recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 65, enquanto o Itaú BBA elevou sua projeção de R$ 50 para R$ 56, também mantendo uma avaliação positiva.
Considerando o fechamento de terça-feira (27), quando as ações da WEG (WEGE3) estavam cotadas a R$ 46,16, o preço-alvo do BTG representa um potencial de valorização de aproximadamente 41%. Já a estimativa do Itaú corresponde a um avanço de 21,3%.
As projeções refletem o otimismo dos analistas com o crescimento internacional da fabricante, embora os analistas também apontem riscos relacionados à rentabilidade. Para Luís Pauli, da Monvanti Investimentos, a expansão dos negócios precisa ser acompanhada de atenção aos resultados operacionais.
“A WEG continua sendo uma companhia com fundamentos sólidos e boas perspectivas de crescimento, especialmente pela expansão dos negócios internacionais e pela demanda por equipamentos de transmissão e distribuição de energia. Entretanto, o resultado do trimestre mostra que o investidor também precisa acompanhar a evolução das margens e os impactos do câmbio.”
Luís Pauli, Monvanti Investimentos

Por que BTG e Itaú estão otimistas com a WEG?
O principal argumento do BTG Pactual é a expectativa de crescimento dos negócios de transmissão e distribuição de energia, impulsionados pela demanda internacional por transformadores e outros equipamentos elétricos.
Segundo relatório divulgado em 21 de outubro, a ampliação da capacidade produtiva poderá acelerar os resultados da WEG a partir de 2027. Para aquele ano, o banco projeta receita de R$ 49,9 bilhões e lucro líquido de R$ 7,6 bilhões.
O Itaú BBA apresenta expectativas semelhantes. Em análise divulgada em 26 de outubro, o banco elevou em 7% suas projeções de receita e lucro para 2027, passando a estimar faturamento de R$ 49,7 bilhões e lucro de R$ 7,7 bilhões.
Apesar de trabalharem com preços-alvo diferentes, as duas instituições apresentam estimativas bastante próximas para o desempenho financeiro da companhia.

Queda das ações abriu oportunidade, avalia Itaú
A recente desvalorização dos papéis é outro fator considerado pelos analistas. Segundo o Itaú BBA, as ações da WEG haviam acumulado queda de aproximadamente 16,5% em um mês, tornando seu preço mais atrativo em relação às perspectivas de crescimento da empresa.
O banco destacou que os papéis passaram a ser negociados por cerca de 24 vezes o lucro projetado para 2027, abaixo da média histórica próxima de 30 vezes. Esse indicador é utilizado pelo mercado para avaliar o preço de uma ação em relação à capacidade de geração de lucro da empresa.
A volatilidade ficou evidente nos últimos pregões. Em 21 de outubro, após a divulgação dos resultados trimestrais, as ações recuaram 7,34%. Entretanto, na segunda-feira (26), a WEG esteve entre as maiores altas da Bolsa, mesmo durante uma forte queda do Ibovespa, conforme mostrou reportagem do JDV sobre o desempenho da companhia.

Resultados mostram crescimento, mas também desafios
No terceiro trimestre de 2026, a WEG registrou receita líquida de aproximadamente R$ 10,9 bilhões, crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido chegou a R$ 1,7 bilhão, avanço de cerca de 1%.
Apesar disso, a margem EBITDA, indicador de rentabilidade operacional, caiu de 22,2% para 21,6%. Segundo o BTG, o aumento dos custos de matérias-primas, especialmente do cobre, as tarifas comerciais e as despesas com expansão produtiva contribuíram para essa pressão.
Por outro lado, o mercado internacional continua sustentando o crescimento. A receita obtida fora do Brasil alcançou R$ 6,8 bilhões no trimestre, avanço de 8%, com destaque para o segmento de geração, transmissão e distribuição de energia, que cresceu 24% no exterior.
O Itaú também aponta o câmbio como um fator relevante. Como uma parcela significativa das receitas da WEG vem de operações internacionais, a valorização do dólar pode favorecer os resultados, embora o efeito dependa também dos custos da companhia em outras moedas.



