Rede gaúcha SIM incorpora a Mime. Marca desaparece em janeiro
Em nota conjunta, a rede SIM e Mime explicou que "a oficialização do negócio está sujeita à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)". Com a aprovação do órgão, a SIM deve se consolidar como a maior rede de varejo de combustíveis e lojas de conveniência do país
A rede de postos de combustíveis gaúcha SIM, com sede em Flores da Cunha, incorporou a Rede Mime, de Jaraguá do Sul. O negócio foi divulgado em comunicado oficial na manhã de terça-feira (17). Foi a maior aquisição do grupo gaúcho até agora. O valor não foi revelado. Em abril, a bandeira havia comprado três postos com grande volume de abastecimento em Santa Catarina. Por mês, a rede passará a abastecer 60 milhões de litros de combustíveis.
Em nota conjunta, a rede SIM e Mime explicou que “a oficialização do negócio está sujeita à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”. Com a aprovação do órgão, a SIM deve se consolidar como a maior rede de varejo de combustíveis e lojas de conveniência do país, diz o grupo.
O presidente da rede gaúcha, Neco Argenta, disse que o negócio antecipa meta que era para 2021 de chegar a 200 postos. “Agora a meta para 2024 e 2025 é chegar a 400 postos”, revela Argenta. O plano inclui ampliar a presença no Paraná e mais cidades catarinenses e desembarcar no Sudeste, adiantou.
O número de funcionários sai de 2,7 mil para quase 4 mil. A SIM projeta faturar R$ 5 bilhões em 2020, já com a nova integrante da operação. Este ano, as duas marcas somam quase R$ 4 bilhões, considerando os dados divulgados pela SIM.
A rede gaúcha, com sede em Flores da Cunha, na Serra, foi fundada pelos irmãos Neco e Deunir Argenta em 1985. Hoje soma cerca de 2,7 mil funcionários.
A Rede Mime começou a operar em 1977 e tem cerca de 1.250 mil funcionários e 51 unidades, concentradas na porção mais litorânea e Vale do Itajaí. Argenta diz que a transição das redes deve se completar até janeiro, após o aval do Cade.
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“As operações ganham a marca SIM em janeiro. A Mime não existirá mais”, adiantou o diretor. (Com informações complementares do Jornal do Comércio/RS).