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A corrida dos brasileiros pelo diploma de medicina na Argentina

Embora o Brasil conte atualmente com cerca de 300 escolas médicas em funcionamento, as vagas não são suficientes para evitar que muitos estudantes deixem o país em busca do diploma de medicina.

08/12/2020

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A corrida dos brasileiros pelo diploma de medicina na Argentina

Localizada na América do Sul, a Argentina é um país com muito a oferecer aos estudantes estrangeiros em potencial. A maior nação do mundo de língua espanhola oferece uma grande variedade de paisagens, rica cultura e oportunidades educacionais. Existem muitas razões para escolher as faculdades argentinas para a graduação.

Embora o Brasil conte atualmente com cerca de 300 escolas médicas em funcionamento, as vagas não são suficientes para evitar que muitos estudantes deixem o país em busca do diploma de medicina. Se no passado os jovens viajavam em busca de um diploma na Europa, hoje o sonho de se tornar médico pode ser realizado nos países vizinhos.

A corrida por instituições de ensino superior nos países sul-americanos se intensificou nos últimos cinco anos e cidades da Argentina estão entre as que mais recebem estudantes de medicina brasileiros.

Quais são os principais motivos da busca por faculdades de medicina fora do país?

O número insuficiente de vagas nas universidades brasileiras, públicas e privadas, para atender à alta demanda de futuros médicos é apontado como um dos motivos dessa corrida de estudantes brasileiros ao exterior.

Mas a ausência de vestibular e o baixo custo da mensalidade – em alguns casos mais de 10 vezes mais barata do que as cobradas no Brasil – são os grandes atrativos. Nas instituições públicas da Argentina, por exemplo, os brasileiros podem ingressar no curso de medicina sem passar por processo seletivo, estudando gratuitamente.

O sistema argentino exige dos brasileiros apenas o diploma de ensino médio reconhecido pelos Ministérios da Educação do Brasil e da Argentina e um documento de identidade, conhecido como DNI, emitido pelas autoridades migratórias.

A corrida dos brasileiros à Argentina, porém, fez com que muitas instituições passassem a exigir um certificado de proficiência na língua espanhola. A decisão foi tomada, a princípio, pelo Conselho Superior da Universidade Nacional de Rosário (UNR), após julgar que a impossibilidade de dominar a língua nacional dificultava a compreensão do curso.

Onde estão os brasileiros na Argentina?

Na Argentina, Buenos Aires é um dos locais com maior concentração de estudantes de medicina brasileiros. Mas eles também estão presentes em La Plata, Rosário, La Rioja, Córdoba, Mar del Plata, Santa Fé e San Miguel de Tucumán.

As matrículas são diversificadas. Enquanto muitos estudam de graça em universidades de prestígio, como a Universidad de Buenos Aires (UBA), outras pagam mensalidades de até R$ 2.500. Entre as universidades com melhor preço e que já demonstram alta concentração de estudantes brasileiros nos últimos anos, destaca-se a Fundação Hector A. Barceló. A faculdade de medicina da Barceló oferece centros de alto nível de formação na área de saúde, com sedes na capital Buenos Aires, em La Rioja (noroeste argentino) e em Santo Tomé (nordeste argentino, fronteira com São Borja/RS).

Um dos quesitos que também definem a escolha da universidade na Argentina é o custo de vida. Nas cidades do interior das províncias, os aluguéis tendem a ser mais baratos do que em Buenos Aires. Mas é preciso optar por um estilo de vida básico para não exceder o que gastaria no Brasil para viver.

Além disso, os custos com viagens e materiais escolares devem ser levados em consideração. É muito importante que o aluno entre em contato com a instituição que deseja frequentar para obter informações financeiras mais detalhadas ou mesmo procurar uma consultoria especializada para entender todo o processo que envolve estudar fora do Brasil.

Na Argentina, o ano letivo normalmente tem início em março, com aulas que se estendem até dezembro. Como o país está no Hemisfério Sul, o período de férias maior ocorre entre os meses de dezembro e fevereiro. Normalmente também existem as férias de inverno, em julho, com período bem curto, determinado pela própria universidade.

Os estudantes precisam ficar atentos também aos prazos de inscrição e datas dos cursos de nivelamento, que são organizados pelas próprias universidades como um pré-requisito para a continuidade da graduação. O melhor exemplo é o Ciclo Básico Comum, ou apenas CBC, da Universidade Federal de Buenos Aires (UBA), que corresponde ao primeiro ano de estudos para todos os universitários, nacionais e estrangeiros.

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