Animais silvestres dentro de casas em Jaraguá no frio? Entenda e saiba quais cuidados tomar
Imagem gerada por IA
Com a chegada do frio em Jaraguá do Sul, acaba sendo comum também o aparecimento de animais silvestres em casas próximas das matas da região. Cobras, gambás, lagartos e até aves costumam buscar abrigo em locais protegidos para se aquecerem e se protegerem do clima gelado.
Segundo o biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama), Gilberto Duwe, esse comportamento faz parte da adaptação natural de várias espécies, principalmente dos répteis, que dependem da temperatura externa para regular o corpo.
“Eles procuram locais mais seguros e protegidos para passar esses períodos mais frios. Muitas vezes acabam entrando em ranchos, amontoados de lenha e até dentro das casas”, explica.
Quais animais costumam procurar abrigo em casas?
De acordo com Duwe, serpentes e outros répteis passam por uma espécie de dormência durante o inverno. Embora não seja exatamente a mesma hibernação observada em alguns mamíferos, o efeito é parecido.
“Eles ficam praticamente inativos durante essas épocas mais frias, porque têm sangue frio. Então precisam se recolher em locais protegidos”, afirma.
Por isso, principalmente em regiões próximas de áreas de mata, o aparecimento desses animais em residências tende a ser mais frequente. Mesmo assim, registros também acontecem em regiões mais urbanizadas. Além das serpentes, lagartos também costumam buscar locais fechados e protegidos durante o inverno.

Outro animal bastante encontrado em áreas urbanas é o gambá. Segundo o biólogo, a espécie já utiliza naturalmente espaços protegidos para descansar durante o dia, já que possui hábitos noturnos.
Na natureza, eles costumam usar ocos de árvores. Mas nas cidades, acabam encontrando abrigo em forros, galpões e outras estruturas.
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“Como muitas áreas urbanas não têm ocos de árvores suficientes, eles procuram locais construídos para se esconder e descansar”, explica.
Corujas, gaviões e outros animais silvestres também podem utilizar construções humanas como abrigo temporário.

Onde esses animais costumam se esconder
Os locais escolhidos variam conforme a espécie e o ambiente disponível. Segundo Duwe, os animais procuram principalmente lugares escuros, protegidos e com pouca movimentação.
Entre os pontos mais comuns estão:
- amontoados de lenha;
- pilhas de entulho;
- forros de casas;
- galpões e ranchos;
- calçados;
- roupas guardadas.
No caso de sapos, aranhas e serpentes, os calçados merecem atenção especial. Já carros e máquinas de lavar não costumam ser esconderijos frequentes e, quando isso acontece, normalmente é de forma acidental.
Cuidados antes de mexer em lenha, roupas e calçados
A principal orientação é nunca colocar a mão em locais fechados sem antes verificar o ambiente. “Sempre tem que olhar antes de colocar a mão ou o pé em algum local”, alerta o biólogo.
Entre os cuidados recomendados estão:
- bater os calçados antes de usar;
- verificar roupas guardadas;
- usar luvas ao mexer em lenha ou entulho;
- evitar colocar as mãos diretamente em frestas e buracos;
- manter quintais organizados e sem acúmulo de materiais.
Segundo Duwe, o uso de luvas de couro ajuda a reduzir riscos durante a limpeza de áreas externas.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre em casa
Quando o animal representa risco ou está preso dentro de casa, a recomendação é acionar os órgãos responsáveis e evitar qualquer tentativa de captura.
Em Jaraguá do Sul, a Fujama realiza resgates de serpentes e outros animais silvestres de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Fora desse horário, o atendimento é feito pelos Bombeiros Voluntários.

Já nos casos em que o animal apenas está passando pelo quintal ou sobre o telhado, nem sempre é necessário realizar resgate.
“Se ele só está transitando pela área urbana, muitas vezes não precisa intervenção. Mas em caso de dúvida, a pessoa pode entrar em contato com a Fujama”, orienta o biólogo.
Como isso impacta sua vida?
Com a chegada das temperaturas mais baixas em Jaraguá do Sul, aumenta a chance de animais silvestres procurarem abrigo em áreas residenciais. Saber onde eles costumam se esconder e adotar cuidados simples antes de mexer em lenha, roupas ou calçados pode evitar acidentes e ajudar no convívio seguro entre moradores e fauna silvestre.
Maria Eduarda Günther
Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.