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Audiência com Bolsonaro

A decisão, que já vem tarde, foi tomada em reunião da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa

05/05/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Audiência com Bolsonaro

A bancada federal catarinense, coordenada pela deputada Ângela Amin (PP) vai pedir audiência urgente com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para cobrar dele uma contrapartida da União como compensação ao corte orçamentário para 2021. E que atinge em cheio obras de infraestrutura rodoviária no Estado, entre elas as BRs-280 (São Francisco do Sul/Jaraguá do Sul) e 470 (Navegantes/Indaial).

A decisão, que já vem tarde, foi tomada em reunião da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa com políticos, secretários de Estado e empresários.

E a contrapartida?

A reunião, entremeada por queixas em cima de números reais comparativos a impostos arrecadados e repassados apara SC, e discursos de meramente políticos, teve momentos de destaque.

O secretário estadual de Infraestrutura, Leodegar Tiscoski (PP), por exemplo, é contrário a proposta do governador Carlos Moisés (PSL) e referendada pela governadora interina, Daniela Reinher (sem partido) de se investir cerca de R$ 350 milhões em recursos do Estado em rodovias federais. Exceto com contrapartida de mesmo valor da União. O Estado não bancará as obras sozinho, garantiu.

Promessas do PT

Já a deputada Luciane Carminatti (PT) preferiu dizer que não votou em Bolsonaro. E, sabe-se, algum petista votou nele? Mas a ilustre deputada ajudou a eleger Lula da Silva, que começou a duplicação do trecho Sul da BR-101. Foram 14 anos de agonia. Também foi cabo eleitoral de Dilma Roussef, que em 2013 autorizou as obras das BRs-280 e 470.

Com promessa de conclusão em três anos. Antes, e ainda ministra da Casa Civil do governo Lula, disse que tudo estaria pronto em 2010. Como mostra (foto) reportagem do “Jornal de Santa Catarina” setembro daquele ano. Quando Dilma foi  Blumenau apoiar Décio Lima (PT) para prefeito.

Contas rejeitadas

Por recomendação do Tribunal de Contas do Estado, a Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores de Joinville rejeitou as contas do ex-prefeito Carlito Merss (PT) relativas ao ano de 2012.

Foram oito “restrições de ordem legal”, entre elas a autorização, sem licitação e nem previsão de caixa para o próximo prefeito pagar (Udo Dohler/MDB) despesas da ordem de R$ 154,4 milhões. Ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, naquele mesmo ano foi declarado inelegível e os votos da campanha à reeleição não foram computados.

Eleição mantida

Executiva estadual do MDB mantém a eleição prévia para agosto. Dali sairá o cabeça de chapa para disputar o governo do Estado em 2022. Três nomes serão postos à apreciação dos votantes: prefeito Antidio Lunelli, deputado federal Celso Maldaner, que preside o partido em SC, e o senador Dario Berger, cuja escolha é improvável.

Aliás, desde a decisão pela eleição prévia, Berger trabalha contra. E, com ele, o ex-deputado federal Mauro Mariani e o ex-vice-governador Pinho Moreira. Acham que a prática dividirá o partido.

 

MDB quer Moisés

“Estamos reiterando nosso posicionamento pela justiça. Acreditamos que o Governador Carlos Moisés deve retornar com urgência ao Governo do Estado, já que não foi constatada sua participação no caso dos respiradores. Os catarinenses precisam de uma gestão eficiente perante à pandemia e as ações do Governo do Estado são essenciais nesse cenário”.

O discurso é do deputado Jerry Comper (MDB), signatário de uma carta com a assinatura de 47 prefeitos e vice-prefeitos do MDB do Vale do Itajaí pedindo a volta de Moisés a cujo governo o partido está atrelado.

Mais apoio

No Oeste, liderados pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) e a deputada estadual Marlene Fengler, prefeitos, vices, secretários municipais e vereadores de quase 30 municípios declararam formalmente apoio ao governador afastado, o mesmo ocorrendo no Extremo Sul do Estado.

Na sexta-feira (7) o Tribunal Especial de Julgamento, em sessão virtual a ser transmitida pela Assembleia Legislativa, decide o futuro de Moisés no caso da compra dos 200 respiradores pulmonares (nunca entregues), por R$ 33 milhões ainda não recuperados. Com quatro votos a favor, Moisés volta. Com sete contra, perde o mandato.

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