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Babá da criança que morreu asfixiada pelo pai em Guaramirim confirmou em depoimento que ele dificultava a visita da menina com a mãe

Conforme o delegado da Comarca de Guaramirim, o homem não tinha histórico de violência e a babá disse em depoimento, que ele era muito carinhoso com a menina

18/06/2021

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A Polícia Civil ouviu nesta semana a babá e a mãe da menina Evelyn Vitória Modrock, de cinco anos, que foi morta pelo pai no último sábado (12).

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De acordo com o delegado da Comarca de Guaramirim, Augusto Melo Brandão, Ubiratan Luis Modrock, de 39 anos, e Franciele Beregula, de 31 anos, tinham a guarda compartilhada da menina, mas não havia uma decisão judicial sobre a questão. 

Em depoimento, Franciele afirmou que Modrock praticava alienação parental que pode ser conceituada como a prática de atos que implicam no distanciamento do filho com o outro genitor. 

“A alienação parental praticada pelo pai da menina foi confirmada em depoimento pela babá”, afirma Brandão. 

Além disso, a babá relatou que nunca viu nada de violência de Modrock com Evelyn, pelo contrário, ele era muito carinhoso com a filha. A menina estava com o pai desde o dia 2 de maio deste ano. 

Conforme o delegado, ele não tinha histórico de violência nem com Franciele e nem com a filha do casal.

“O pai nunca praticou violência corporal contra a mãe. As ameaças eram utilizando a filha para atingir a mãe, para ela voltar para casa. Nos nossos registros, não têm nenhum B.O. que denota alguma atitude violenta do pai”, destaca.

Segundo Brandão, os celulares tanto da mãe quanto do pai de Evelyn, foram encaminhados a pedido do Fórum para perícia. 

O crime

Na manhã do dia 12 de junho, a Polícia Militar foi acionada em um condomínio no bairro Escolinha para atender a ocorrência. 

Conforme os Bombeiros Voluntários, o pai da menina apresentava ferimentos de arma branca. Ele tinha um corte contuso na região do pescoço e um corte pequeno no pulso esquerdo, além de hemorragia externa.

Após ser liberado do hospital, Modrock foi encaminhado à Delegacia de Polícia onde foi decretado prisão em flagrante. 

No final de domingo (13), a prisão foi convertida em preventiva pela juíza de plantão da Comarca de Guaramirim, Tatiana Cunha Espezim. De acordo com o delegado da Polícia Civil, Paulo Reis Venera, o homem confessou que matou a criança usando uma camiseta para asfixiá-la. 

Ele está no presídio regional isolado dos demais presos. 

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