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Coluna: A faixa tátil

A proposta deslocava a faixa utilizada por deficientes visuais para o centro das calçadas para evitar obstáculos como postes e canteiros

25/05/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: A faixa tátil

A Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais e o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência reagiram ao veto do prefeito Adriano Silva (Novo) a projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores com a concordância de secretarias municipais afins. A proposta deslocava a faixa utilizada por deficientes visuais para o centro das calçadas para evitar obstáculos como postes e canteiros. O que é comum em Jaraguá do Sul, também.

Câmara derruba veto

O Executivo alegou que, primeiro, a mudança foge às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas e, também, que não há obrigatoriedade de se colocar as faixas com piso tátil no centro das calçadas. De fato. Mas não é preciso muita inteligência para se perceber o erro. Tanto que a Câmara acatou as alegações das instituições envolvidas com deficientes visuais e derrubou o veto. Ponto para os vereadores, que puseram fim a uma estupidez histórica.

Eleições

  • No plano nacional, PSDB, MDB e Cidadania devem fechar acordo para uma candidatura única. Em torno da senadora Simone Tabet (MDB). Vale dizer que PSDB e Cidadania formaram uma federação nacional, uma aliança que, por isso, tem de ser respeitada em todos os estados e por quatro anos.
  • Ocorre que, em Santa Catarina, PSDB e Cidadania estão alinhados a Carlos Moisés (Republicanos). O MDB tem Antidio Lunelli como pré-candidato. Nesse contexto, a candidatura do governador pode ganhar reforço daqueles que o querem como candidato do MDB.
  • Será às 10 horas da manhã do dia 11 de junho, em Curitibanos, o lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito Antidio Lunelli (MDB) ao governo do Estado. Todos os candidatos majoritários organizam eventos do gênero. Mas o clima no partido segue tenso.
  • Já o fizeram Gean Loureiro (União Brasil), Décio Lima (PT), Jorginho Mello (PL) e Dario Berger (PSB). É uma ferramenta de marketing eleitoral para atrair o que os candidatos chamam “de bases eleitorais” de seus partidos. E de possíveis aliados.
  • Rejeitado pelo próprio partido o tucano João Dória Jr. não é mais candidato à presidência da República. Dória foi o responsável direto pela derrocada política de Geraldo Alckmin, agora no PSB como vice de Lula da Silva (PT). Que o fez prefeito e governador, contra tudo e todos.
  • Na chamada “frente democrática” de SC o ex-deputado Décio Lima leva ampla vantagem sobre o senador Dario Berger, que se filiou ao PSB com a promessa de que seria o candidato a governador apoiado pelo PT, PCdoB, PSOL, PV, Rede, Solidariedade e PDT.
  • O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) prometia, em campanha à reeleição em 2006, acabar com o que chamava de “ambulâncioterapia”. As viagens de doentes por centenas de quilômetros em busca de atendimento especializado em Florianópolis. Ou vice-versa.
  • Candidato a governador, o senador Jorginho Mello (PL) repete a promessa de LHS feita há 16 anos e nunca cumprida. A “ambulâncioterapia” estado afora continua e um dos destinos diários são os dois hospitais de Jaraguá do Sul, por exemplo.

LHS e os suplentes

Quando senador, Luiz Henrique da Silveira (MDB) foi autor de projeto propondo que os suplentes de senadores também ocupassem o horário da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV, que defendia ser ao vivo e não gravado. Os suplentes teriam nada menos que 30% do tempo total dos partidos e coligações. A proposta foi rejeitada.

A primeira suplente

Por ironia, em 2018 sua esposa, Ivete Appell da Silveira, seria a primeira suplente do senador Jorginho Mello (PL), hoje candidato a governador. O que muita gente que votou em Mello até hoje não sabe por conta da lei vigente no que toca à propaganda eleitoral gratuita. Dona Ivete ainda está à espera de que Mello cumpra promessa de ceder o mandato dele à ela por dois meses.

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