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Coluna: Ciro não vem

Em SC o PDT não tem força política capaz de reunir expressivo número de pessoas nas ruas a ponto de merecer registro da mídia nacional.

28/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Ciro não vem

Divulgação

A visita que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) faria a Santa Catarina entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, foi suspensa pelo partido. Ciro preferiu participar de “ato a favor da democracia” em algum estado da região Sudeste com outras lideranças.

Até porque em SC o PDT não tem força política capaz de reunir expressivo número de pessoas nas ruas a ponto de merecer registro da mídia nacional. E o presidenciável não está disposto a se expor, é claro.

Conversas das esquerdas

Quatro vezes em terceiro lugar e, na última disputa, com um quarto lugar, o PT catarinense costura conversas com o PDT, PSB, Psol, PCdoB, Rede e PV.

A questão é saber se estes partidos vão apoiar Lula da Silva, Ciro Gomes, Marina Silva ou outro candidato das esquerdas. Para governador PT vai de Décio Lima, também presidente estadual do partido, que fez pouco mais de 400 mil votos em 2018. O PDT bateu o martelo com Fernando Coruja.

Pórtico sem uso

O Pórtico Germânico Heinz Bartel, construído em Rio Cerro II no governo do ex-prefeito Moacir Bertoldi, até hoje não cumpriu sua finalidade para justificar o investimento. Há anos a estrutura está fechada. Alvo de vandalismo, o prédio foi recuperado em 2019, porém segue fechado.

A proposta original era usar o espaço como posto de informações turísticas, posto policial, pequenas exposições e sala de reuniões da Associação de Moradores dos Bairros Rio Cerro I e II.

Posto de vendas

Inaugurada em agosto de 2007, a estrutura tem 107m2 e poderia, por exemplo, servir como ponto de vendas de produtos alimentícios artesanais da região, já que pela SC-110, que liga Jaraguá do Sul a Pomerode, passam, diariamente, centenas de pessoas.

E gerenciado pelos próprios produtores. Aliás, seria um grande estímulo ao setor que, aos poucos, por falta de incentivo, vai sumindo até mesmo do espaço destinado a este segmento produtivo da economia local no mercado público.

Um ícone do MDB

O corpo do ex-senador Jaison Tupy Barreto foi cremado ontem (27) em Balneário Camboriú, onde residia desde 1976. Tinha 88 anos e morreu no domingo (26) vítima de insuficiência cardíaca provocada pela Covid 19.

Egresso do PTB, partido extinto pelo governo militar nos anos 60, elegeu-se deputado federal em 1970, pelo MDB. Reelegendo-se em 1974. Em 15 de novembro de 1978 conquistou nas urnas a vaga de senador.

Em 1982, radicado em Blumenau, perdeu a eleição para governador em disputa com o hoje senador Esperidião Amin (então no PDS). Várias urnas sumiram, inclusive em Laguna, onde nasceu. Perdeu por 12.650 votos.

Sem manchas

Ficha limpa, combativo, nunca foi “vaquinha de presépio” nem no MDB. Ironicamente, em 1988, então filiado ao PDT, participou da (vitoriosa) campanha de Amin, pela Aliança Social Trabalhista, à prefeitura de Florianópolis.

Anos depois filiou-se ao PSDB, que deixou em 2002. Médico oftalmologista e filho único de Tupy Barreto, advogado e delegado de polícia, foi casado com Astrid Renaux Barreto (de quem se separou), filha do empresário Carlos Júlio Renaux (Brusque), seu desafeto político.

Frases polêmicas

De Jaison Barreto: “A classe política sofre da falta de lucidez e bom senso”. “O Congresso brasileiro é um circo”. “É uma concepção burra, de direita e esquerda.

Falta liderança no país” (sobre a polarização das eleições presidenciais de 2022). “A classe (política) está muito desmoralizada”. O ex-senador era pai de dois filhos. Um deles, o publicitário André Filipe Renaux Barreto, 53 anos, morreu em abril deste ano em Curitiba, de parada cardiorrespiratória.

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