Colunas

Coluna: Convenção com 541 votantes

A convenção estadual do MDB, agendada para sábado na Assembleia Legislativa, prevê a homologação dos candidatos a governador, vice, deputados e senador

21/07/2022

Por

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Convenção com 541 votantes

A convenção estadual do MDB, agendada para sábado (23) na Assembleia Legislativa, prevê a homologação dos candidatos a governador, vice, deputados e senador. São 541 votantes que decidirão o destino do partido nas urnas de 2 de outubro. Com 458 votos de delegados municipais titulares (na ausência, seus suplentes), 71 membros titulares do diretório estadual, nove deputados estaduais e três deputados federais.

Dois prefeitos reeleitos

Nas urnas municipais há empate técnico entre Udo Döhler e AntidioLunelli. Döhler, eleito prefeito em 2012, se reelegeu em 2016. Lunelli, eleito em 2016, foi reeleito em 2020. Nos dois casos, foi a primeira disputa deles a cargos eletivos. Caberá aos convencionais dizer se o MDB vai para a majoritária com Lunelli; ou se indica Döhler, ex-prefeito de Joinville, como vice à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). Ou chapa com Antidio e Döhler de vice. Ou vice-versa.

Eleições

  • Briga boa essa pela vaga de senador no MDB. Deputados federais Celso Maldaner, licenciado da presidência estadual do partido, Rogério Peninha Mendonça e o ex-governador Paulo Afonso Vieira. Mas, seja quem for o indicado na convenção do dia 23, vai precisar de um palanque.
  • Palanque disponível, até agora, para o MDB só o do governador Carlos Moisés (Republicanos), motivo maior de o partido ter se transformado em verdadeira torre de babel. O mesmo drama (falta de palanque) atormenta candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
  • Se o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli, for homologado na convenção de sábado (23) o MDB arcará com o ônus de disputar uma acirrada disputa pelo governo do Estado em chapa pura. Ou arrebanhar para a vaga de vice um nome qualquer na esquina mais próxima.
  • Isso porque outro ex-prefeito (Joinville) emedebista, Udo Döhler, vai à convenção para ser indicado como vice do governador Carlos Moisés (Republicanos) apoiado abertamente pelos deputados estaduais e bom número de outros convencionais.
  • Dois pré-candidatos ao governo de Santa Catarina, ainda não homologados pelas convenções de seus partidos, se declaram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). São os senadores Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP). Mello por extrema afinidade. Amin, por conveniência.
  • Um terceiro, Gean Loureiro (União Brasil), diz apoiar Bolsonaro porque é pressionado pelo prefeito de Chapecó, Joao Rodrigues (PSD), bom de voto, bolsonarista roxo e coordenador político da campanha de Loureiro. Ou ele engole o sapo ou fica sem apoio de Rodrigues.
  • Nas eleições de 2 outubro, eleitor de municípios com mais de 100 mil habitantes e em trânsito por SC poderá votar normalmente em todos os cargos em disputa. Os que estiverem em outros estados, somente para presidente da República.
  • Porém, nos dois casos, é preciso informar, obrigatoriamente, ao cartório eleitoral da cidade de origem sobre sua localização no dia da eleição. Senão, nada feito. O prazo, aberto na segunda-feira (18) vai até 18 de agosto. E nem mais um dia.

Moisés vai se licenciar

Governador Carlos Moisés deve pedir licença do cargo por dois meses para se dedicar integralmente à campanha. Pela legislação vigente, ele não precisa renunciar porque disputa eleição para o mesmo cargo que ocupa hoje. Há quem entenda que, por isso mesmo, a renúncia de governadores que disputam a reeleição deveria ser obrigatória.

Assume Moacir Sopelsa

A vice, Daniela Reihner (PL) é candidata a deputada federal e só assume se desistir. Na linha sucessória está o presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB), um eleitor de Moisés. O governador prometeu, meses atrás, que Sopelsa teria o gostinho de ser governador. Foi quando Sopelsa, no sexto mandato consecutivo, anunciou que não concorreria à reeleição.

Notícias relacionadas

x