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Coluna: De olho em 2022

A Oktoberfest 2022, em Blumenau, reuniu uma penca de convidados da Prefeitura, incluindo políticos diretamente interessados nas eleições majoritárias.

26/10/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: De olho em 2022

Divulgação

Na semana passada, o lançamento da Oktoberfest 2022, em Blumenau, reuniu uma penca de convidados da Prefeitura, incluindo políticos diretamente interessados nas eleições majoritárias. Entre eles, como mostra a foto, o prefeito Antídio Lunelli (MDB), o senador Jorginho Mello (PL) e seu fiel escudeiro o deputado estadual Ivan Naatz (PL/à direita da foto) e o prefeito de Brusque, Ari Vequi (MDB/à esquerda da foto).

Conversa repetida

Lunelli e Mello sentaram à mesma mesa e a festa, em si, ficou em segundo plano. Ambos focaram a conversa principal no embate eleitoral de 2022. Aliás, o prefeito já recebeu o senador em Jaraguá do Sul, reservadamente, para dialogar sobre as eleições do ano que vem. A depender de Mello, Lunelli seria o candidato a vice-governador na chapa majoritária do PL.

Marido traído

Os últimos movimentos do governador Carlos Moisés (sem partido) em direção ao Podemos acabou por despertar ciumeira da bancada do MDB na Assembleia Legislativa, que dá total respaldo ao chefe do Executivo no mais legítimo “toma lá, dá cá”. Além de o MDB ocupar cargos importantes no primeiro escalão, com destaque para a Secretaria da Educação. Da mesma forma o PP (Agricultura) e o PSD (Casa Civil).

PP e Republicanos

No evento de entrega da Comenda Mérito Industrial, sexta-feira (22) em Florianópolis, Moisés “lambeu” o senador Amin (PP) e a mulher e deputada, Ângela Amin (PP) em demorados elogios. Aliás, já faz tempo que os três conversam sobre a ida do governador para o PP. O Republicanos também quer Moisés, mesmo que o deputado e presidente do partido, Sérgio Motta, tenha votado pela cassação dele nos dois processos de impeachment.

Engolindo o sapo

Mas se o Podemos for mesmo o destino de Moisés, o partido racha e, aí, engulam o “sapo”. E, claro, tudo em nome da tal “governabilidade”, porque no frigir dos ovos o que importa mesmo é ganhar a eleição e depois repartir o “butim”. Como acontece hoje com o MDB, PP e PSD, a oposição de 2018. O Podemos, diga-se, já lançou a candidatura de Fabricio Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú. Que já está em campanha.

Já tem uma penca!

Se as candidaturas de Carlos Moisés (sem partido), Esperidião Amin (PP), Décio Lima (PT), Jorginho Mello (PL), Gean Loureiro (União Brasil), Gelson Merisio (PSDB), João Rodrigues ou Raimundo Colombo (PSD), Antidio Lunelli (MDB) ou Dario Berger (MDB), Fabricio Oliveira (Podemos), Fernando Coruja (PDT) além dos aventureiros de sempre, forem confirmadas, seguramente teremos um governador eleito com menos de um milhão de votos. A última vez em que isso ocorreu foi em 1990, com Vilson Pedro Kleinübing: 932.877 votos. Em 1986, Pedro Ivo Campos com 886.414 votos e Esperidião Amin, 838.150 votos em 1982.

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