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Coluna: Documento mostra prioridades

A demanda de prioridades reunidas em documento chamado de “Voz Única“, que a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina entregará aos candidatos majoritários, resultou em 744 proposições

02/08/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Documento mostra prioridades

A demanda de prioridades reunidas em documento chamado de “Voz Única“, que a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina entregará aos candidatos majoritários, resultou em 744 proposições. Todas recolhidas em levantamentos regionais da Facisc e agora condensado em 60 prioridades. A ideia é “enriquecer” programas de governo, detalhando ações com um olhar de mais interesse no desenvolvimento econômico e social do Estado.

Ações urgentes detalhadas

Depois do já aposentado “voto útil”, sem qualquer efeito prático produzido nas urnas para tentar evitar a dispersão de votos em candidatos não “regionais”, há quatro anos a Facisc, presente em 220 dos 295 municípios, se empenha neste trabalho, produzindo informações de tal forma detalhadas que até veteranos em eleições desconhecem. E muito menos os eleitores.

As rodovias lideram

Infraestrutura viária aparece com 60% das indicações. Depois, Segurança Pública com 11,42% e Educação com 7,39%. Até agora nenhum candidato a governador disse o que pretende priorizar se eleito. Nem o atual que vai à reeleição. Também não é crível que os eleitos adotarão o documento ou parte dele. Outros governantes ignoraram quase tudo. No atual, é na base do toma lá, dá cá, sem qualquer planejamento ordenado.

Eleições

  • O PDT vai de chapa pura. O ex-deputado federal Jorge Boeira a governador, o médico Dalmo Claro de Oliveira (Joinville), ex-secretário da Saúde de Raimundo Colombo (PSD) para vice e a vereadora Hilda Deola (Itajaí) ao Senado. Dos dois eleitos em 2018, o PDT tem um deputado estadual: Rodrigo Minotto (Criciúma). Ana Paula da Silva (Bombinhas) filiou-se ao Podemos.
  • Em rota de colisão com o PT de Décio Lima, candidato da Frente Ampla da esquerda, o PDT saiu da raia do compadre de Lula da Silva (PT). Queriam a vaga de senador. Bom para Ciro Gomes. Quando vier a SC, ao menos terá alguém para recebê-lo no aeroporto de Florianópolis.
  • O PSOL também deixa a coligação de Décio Lima (PT) porque está “federado” com o Solidariedade. Pela regra, os dois partidos, pelos próximos quatro anos e independente do resultado das urnas, devem tomar decisões conjuntas. Afrânio Bopré, vereador em Florianópolis, é o candidato do PSOL ao Senado.
  • Republicanos, em convenção nacional, decidiram apoiar Jair Bolsonaro (PL). Em Santa Catarina, é o partido de Carlos Moisés. Que em 2018 se elegeu às custas do presidente (ambos eram filiados ao PSL), mas dele afastou-se já em 2019 “indignado” com as falas do Messias.
  • Sobrou para os candidatos a deputado do Republicanos. É mais evidente que o governador não pedirá votos para Bolsonaro.  Então, os que pretendem chegar à Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados ou Senado terão de fazer força. E bem no estilo camaleão. Dependendo das circunstâncias e da conveniência, ora Bolsonaro, ora Moisés. E vice-versa.
  • O Partido da Causa Operária lançou seu candidato a governador. É Leandro Brugnago, de profissão marceneiro. O vice é Jair Fernandes de Aguiar Ramos, carpinteiro autônomo e técnico em edificações. Ambos de Florianópolis. O PCO deve lançar uma mulher para o Senado.

Brigando por espaço

O PSB tem feito um “bate e volta” com Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). Cláudio Vignatti, candidato à deputado federal, e o senador Dario Berger, fazem fotos e a anunciam apoio de Lula via assessorias de campanha. Depois de um “chega pra lá” na pretensão de impor Berger como candidato a governador da esquerda, o PSB tenta garantir espaço nas urnas. Restou a Berger ir à reeleição por um partido que nunca elegeu ninguém em SC para cargos majoritários.

Realidade das urnas

PT e o MDB já viveram tempos em que elegiam até um “poste”, uma expressão usada para rotular candidatos aparentemente sem chances. O governador Moisés era visto como um “poste” em 2018. Berger terá de se esforçar e muito visto o histórico de baixo desempenho da esquerda catarinense ao Senado nos últimos 20 anos (exceto o próprio Vignatti em 2010). Em 2002, a paulistana Ideli Salvatti (PT) se elegeu. Mas também é dela a pior votação do PT para o Senado. Foi em 2018, com um sexto lugar.

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