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Coluna: E segue o baile

Indicado pelo senador Esperidião Amin como o “nome” do PP em 2022, Ponticelli jogou a toalha, cansado de esperar por uma definição de Amin

16/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: E segue o baile

Em 2014 e 2018, fruto de negociações atabalhoadas e improvisadas, o PP acabou sem candidato ao governo do Estado. Participou em 2014, mas com o atual prefeito de Tubarão, Joares Pointicelli, de vice na chapa de Paulo Bauer (PSDB). Indicado pelo senador Esperidião Amin como o “nome” do PP em 2022, Ponticelli jogou a toalha, cansado de esperar por uma definição de Amin. E, de novo, restou o senador como nome viável à disputa, mas que ele não deseja. Prefere que o PP apoie a reeleição de Carlos Moisés (sem partido). Ocorre que a facção do MDB aliada do governador não quer saber do PP na coligação. Se for assim, adeus Moisés!

Contra o tempo

Prefeitos que já aderiram ao Plano 1000, contemplando municípios com verba equivalente a R$ 1.000,00 por habitante, terão de acelerar o passo. Além da obrigatória aprovação técnica pelo Estado, historicamente um processo lento, o repasse dos recursos para novas obras terá de ser feito até abril por conta de restrições em ano eleitoral previstas na legislação pertinente.

O Fundão 2

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) diz que o Plano 1000 é uma “fraude”, porque não haverá tempo hábil para repassar os recursos. De fato, este é o grande risco eleitoral e não é outra a intenção. Como ocorreu no segundo mandato de Colombo com Fundo de Apoio aos Municípios 2, anunciado em 2017. Com um mínimo de R$ 800 mil e máximo de R$ 3 milhões.

As urnas falaram

Porém, dependia de empréstimo de R$ 700 milhões a ser contratado com o BNDES. O que não é o caso agora. Mas o dinheiro nunca foi liberado e, perdendo o apoio de muitos prefeitos que ficaram sem as obras prometidas, Colombo foi rejeitado nas urnas em 2018: candidato a senador, ficou atrás de Esperidião Amin (PP), Jorginho Mello (PL) e Luís Esmeraldino (PSL).

Disputas polarizadas

Como ocorre no âmbito nacional, com a eleição presidencial polarizada (ainda) entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT), também em SC, por enquanto, temos um “mano a mano” entre Carlos Moisés (sem partido) e Jorginho Mello (PL). De resto, tudo é uma incógnita levando-se em conta partidos que, de fato, podem se habilitar à disputa pelo governo do Estado com reais chances. No caso PP, MDB e PSD. Mas, ainda assim, sem poder dispensar aquela penca de partidos e políticos mais interessados em empregos que outra coisa.

Reunião do MDB

Dia 3 de fevereiro o diretório estadual do MDB se reúne em Florianópolis, depois de périplo pelas 36 coordenadorias regionais para definir se o partido fará ou não eleição prévia para indicar candidato a governador. Se o senador Dario Berger for, mesmo, para o PSB sobra o prefeito Antidio Lunelli. Dispensando a prévia caso o MDB inscreva, de fato, um candidato.

Em campanha

 Senador Jorginho Mello (PL) deve visitar Massaranduba dia 26 de janeiro. Vai se reunir com lideranças do partido para conversas sobre o embate eleitoral visando o governo do Estado. E a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Em 2018, Massaranduba deu 4.197 votos ao senador e outros 8.665 mil para Bolsonaro. Aliás, faz um bom tempo que Mello não é visto na região.

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