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Coluna: Entrando no MDB

Antidio Lunelli publicou em redes sociais a foto que registra o momento em que ingressou no MDB na condição de filiado, em 2011, a convite de Luiz Henrique da Silveira, então senador

08/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Entrando no MDB

Antidio Lunelli publicou em redes sociais a foto que registra o momento em que ingressou no MDB na condição de filiado, em 2011, a convite de Luiz Henrique da Silveira, então senador (o segundo à esquerda). Em 2012, o MDB lançou Lunelli para prefeito, mas ele acabou desistindo. Na foto o ex-prefeito de Jaraguá é observado pelos ex-governadores Pinho Moreira e Casildo Maldaner, que morreu em 17 de março de 2021. Seis anos antes morreu Luiz Henrique, em 10 de maio de 2015.

O dia ‘ D’ do MDB

Sobre o momento atual, Antidio Lunelli, pré-candidato a governador pelo tumultuado MDB, escreveu: “Eu decidi participar e colocar meu nome à disposição da sociedade porque sempre acreditei que, com gestão e honestidade, podemos fazer muito mais pelas pessoas”. A convenção do MDB, antecipada, será dia 23 de julho e tudo pode acontecer. Tudo, mesmo! Pinho Moreira, por exemplo, está alinhado com Carlos Moisés. É fiel a quem lhe deu cargo de diretor do BRDE (salário de R$ 65 mil), porque é assim que a banda toca.

Eleições

Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL) se declaram bolsonaristas. E ambos são pré-candidatos a governador. O que leva a pensar que (se Amin confirmar a candidatura) em eventual segundo turno com um dos dois, o apoio do outro será automático. Será?

A especulação é válida porque, agora, já se fala no nome de Filipe Mello (PL), da Filipe Mello & Advogados Associados, com escritório em Florianópolis e filho do senador Jorginho Mello (PL), como candidato a vice-governador na chapa de Esperidião Amin (PP).

Amin cobiçou coligação com o Republicanos de Carlos Moisés. Ambos conversaram algumas vezes, sem segredos. A ideia era ocupar a vaga de vice na chapa majoritária com a deputada federal Regina Heinzen Amin Helou (PP), mulher do senador.

A conversa deu xabú porque parte do MDB manteve-se alinhada ao governador. O senador não os tolera, afinal foi derrotado duas vezes consecutivas por Luiz Henrique da Silveira. Em 2000 e 2004. Antes, em 1994, com a derrota de Ângela para Paulo Afonso Evangelista Vieira.

O PSDB pode escolher em qual poleiro vai pousar. Foram liberados pelo presidente nacional do partido, o pernambucano Bruno Araújo. Incontinenti, sentaram-se à mesa com o senador Esperidião Amin (PP) para reforçado almoço. Querem a vaga de vice. E o deputado Kennedy Nunes (PTB) também.

O problema a ser contornado é que PSDB e Cidadania firmaram uma federação partidária junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, os dois partidos se obrigam a se manter unidos, como uma única sigla, por pelo menos quatro anos.

Deputado Celso Maldaner (MDB) oficializou sua pré-candidatura ao Senado. Foi por três vezes prefeito de Maravilha, município do Oeste de SC com menos de 20 mil eleitores e onde há décadas a família reina absoluta na política regional. Maldaner é deputado federal desde 2007.

Sinuca de bico

“Na marra não vamos a lugar algum”. A frase, de Dario Berger (PSB), pré-candidato a governador, reflete o (quase) beco sem saída em que o senador se meteu depois de literalmente enxotado do MDB. O PSB, na “construção de um projeto viável para Santa Catarina”, como prega Berger, está isolado, não tem um único parceiro entre os outros sete partidos da esquerda catarinense.

Resta o Senado

Pelo andar da carruagem, resta ao senador e ao partido, se quiserem, disputar a majoritária sozinhos. O que seria um suicídio político. Ou, com Berger disputando a reeleição ao Senado (coisa que ele não quer) já que o TSE autorizou duas candidaturas por coligação a governador. Mas aí entra o PSOL, visceralmente contra porque já escalou o vereador Afrânio Bopré, de Florianópolis. Mesmo que seja só para ficar na vitrine das urnas de outubro.

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