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Coluna: Moisés e Mello lideram

Pesquisa do Instituto Real Time Big Data, sobre preferências do eleitor de Santa Catarina para governador, foi divulgada nessa semana

26/05/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Moisés e Mello lideram

Pesquisa do Instituto Real Time Big Data, sobre preferências do eleitor de Santa Catarina para governador, foi divulgada nessa semana. É resultado de 1.550 entrevistas feitas por telefone entre os dias 21 e 23 de maio. Dez opções foram oferecidas ao eleitor na pesquisa estimulada, quando os nomes são citados. Carlos Moisés (Republicanos) aparece com 18%); Jorginho Mello (PL) com 14%; Gean Loureiro (União) com 12%.

Abaixo de dois dígitos

Esperidião Amin (PP) e o ex-deputado Décio Lima (PT) com 9%; Dário Berger (PSB), Antídio Lunelli (MDB), com 4% cada; Odair Tramontin (Novo) e Gelson Merisio (Solidariedade), com 3% cada, e Raf Zimmer (PROS), com 2%. Carlos Moisés também lidera a pesquisa espontânea, quando o eleitor cita nomes, com 8% para o atual governador. A pesquisa foi paga pela TV Record e registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o protocolo SC-04302/2022.

Eleições

  • Liderados pelos ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Pinho Moreira, 82 dos 95 prefeitos do MDB foram a jantar oferecido pelo govenador Carlos Moisés (Republicanos) na terça-feira (24) à noite em Florianópolis. Agora, a executiva estadual do partido será convocada para reunião extraordinária, para debater se o MDB apoiará ou não a campanha à reeleição de Moisés.
  • O grupo pretende se antecipar ao dia 11 de junho, data estabelecida pelo presidente estadual do MDB, deputado Celso Maldaner, para o lançamento oficial da pré-candidatura de Antidio Lunelli. O pensamento é de que, depois dessa data e sem uma definição, a candidatura do ex-prefeito de Jaraguá a governador será irreversível. Porém, não do MDB como um todo.
  • Depois de renunciar ao governo do Rio Grande do Sul para se colocar como pré-candidato à presidência da República, Eduardo Leite (PSDB), ex-vereador em Pelotas, está prestes a anunciar nova candidatura a governador depois de ser sondado por um grupo de empresários e políticos interessados em sua volta ao Palácio Piratini.
  • A pretensão de Leite em disputar a presidência da República deu xabú, mesmo com a rejeição de João Dória Jr., ex-governador de São Paulo, pelo próprio PSDB. Mas também não querem Leite. Os tucanos podem se alinhar a possível candidatura da senadora Simone Tebet (MDB). E até com Jair Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT), no caso os seguidores de Geraldo Alckmin (PSB).
  • Prefeito, vice-prefeito e vereadores de Joinville terão reajuste salarial em índice já aprovado pela Câmara de Vereadores. O mesmo índice, de 6,05%, equivalente à inflação do período de novembro de 2021 a abril de 2022, será repassado aos servidores do Legislativo e do Executivo. Eles já recebem outros 12,8% repassados em janeiro.
  • Assim, o salário do prefeito Adriano Silva (Novo) sobe de R$ 29,8 mil para R$ 31,5 mil. A remuneração da vice-prefeita Rejane Gambin (Novo), corresponde à metade: R$ 15,7 mil metade. Finalmente, os salários dos vereadores sobem de R$ 13,1 mil para R$ 13,9 mil. Todos os valores são brutos, não incluídos eventuais descontos.
  • Prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner (MDB) ganha R$ 29.689,38; em Guaramirim, Luís Antônio Chiodini (PP) R$ 21.197,91. Felipe Voigt (MDB), de Schroeder, R$ 19.289,72; Sésar Tassi (MDB) de Massaranduba, R$ 16.628,02; em Corupá, Luiz Carlos Tamanini (MDB) leva R$ 13.448,78. Vereadores de Jaraguá do Sul têm o maior salário, cerca de R$ 11 mil. Guaramirim, R$ 7.133,68; Schroeder, R$ 5.197,31; Massaranduba, R$ 5.131,97 e Corupá com R$ 3.832,00.

Sem governador

“Santa Catarina, hoje, não tem governador. Quem governa o Estado é a Assembleia Legislativa”. A frase é do promotor de Justiça de Blumenau, Odair Tramontin (Novo), pré-candidato a govenador, em entrevista ao JDV na terça-feira (24). Ao se referir à política de distribuição de cargos e recursos adotada por Carlos Moisés (Republicanos). E aceita por partidos como o MDB, PP, PSD e PSDB, que garantem a aprovação de projetos do Executivo.

Toma lá, dá cá

 O promotor está coberto de razão. Aliás, em todos os estados onde há “governabilidade” impera o toma lá, dá cá. Traduzindo, quem não tem maioria nas câmaras de vereadores, assembleias legislativas e Congresso, não governa. De cima para baixo, o maior exemplo é o governo federal hoje aliado a corruptos de todo tipo para se manter de pé. Usar o dinheiro público para cooptar apoios políticos é uma instituição no país. Desde os tempos de D. Pedro I.

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