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Coluna: Nem desenhando vai!

Classe Social é o conceito de classe social está presente em boa parte dos trabalhos sociológicos e refere-se à divisão e desigualdade econômica entre povos nas sociedades capitalistas pós-industriais.

27/07/2022

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Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação

Coluna: Nem desenhando vai!

Bora lá, aprender ajuda a evoluir

É difícil quando a inteligência e o conhecimento vêm de grupos digitais, onde os sábios são doutores da internet, quando a verdade é algo publicado descaradamente e repetida criminosamente. Mas um Educador jamais deve se curvar a instituição criminosa da mentira e das inverdades, independem de nomes ou pessoas, e sim pela coletividade, suas diferenças, suas especifidades e de forma cristã e humana, verdadeiramente a luz da crítica científica.

Assim trago para discussão o conhecimento sobre classe social, conceitos e seu significado. Ao trazer esse artigo não busco ideologizar qualquer ideal, apenas escrevo sob a verdade cientifica sobre o que foi escrito, e tudo certo quando acordamos ou discordamos do que foi escrito, pensado ou defendido por pessoas.

Classe social é um conceito da Sociologia que se refere à divisão socioeconômica do mundo em um sistema capitalista. Há uma hierarquia de grupos sociais, as classes, que possuem diferentes importâncias e ocupam diferentes cargos dentro da divisão social do trabalho. Chamamos de estratificação social o fenômeno que permite essa divisão.

Classe social para a Sociologia

O conceito de classe social ganhou destaque na Sociologia ainda em seu período clássico (no século XIX, período em que a Sociologia foi criada). O filósofo, sociólogo e economista alemão Karl Marx dedicou-se a estudar o fenômeno das classes sociais e a interação entre elas.

Com o avanço dos estudos sociológicos, novas classificações denominaram o conceito de classe social, e vários outros sociólogos, historiadores, geógrafos e economistas dedicaram-se a estudar esse fenômeno. Podemos citar como exemplos o sociólogo clássico, professor, jurista e escritor francês Émile Durkheim, o economista inglês John Maynard Keynes e o geógrafo britânico de inspiração marxista David Harvey, autor do livro Condição Pós-Moderna.

Para os sociólogos em geral, a estratificação social (fenômeno social que gera a divisão de classes) é uma consequência do capitalismo e da intensa divisão social do trabalho produzida por esse sistema. Para Durkheim, o trabalho em sociedades capitalistas pós-industriais é diversificado e entoado por diversas pessoas em diferentes postos de trabalho.

Não é possível, nesse sistema dividido, haver autossuficiência de um indivíduo, pois como o trabalho é dividido, diversas pessoas exercem diversas atividades diferentes, gerando um sistema que cria as classes sociais ao estabelecer diferentes valorizações e diferente níveis de importância das atividades exercidas.

Temos, como exemplo, o faxineiro de uma indústria, o operário de uma indústria, o engenheiro de produção de uma indústria, o dono da indústria e o médico que pode cuidar da saúde de todas as pessoas descritas no exemplo. Essas pessoas têm diferentes níveis de instrução e diferentes tipos de trabalho, o que, na teoria das classes sociais, sob o viés capitalista de Durkheim, justifica o fato de cada um ter uma diferente posição hierárquica e uma diferente remuneração.

Obviamente, o faxineiro da indústria é o que ganharia menos no sistema por desenvolver um trabalho que requer pouca instrução. O operário ganharia um pouco mais, mas menos que o engenheiro e o médico, que têm formação superior e estão na categoria de prestadores de serviços. Já o dono da indústria seria o que possuiria maior remuneração, mesmo sem ter, muitas vezes, um nível de escolaridade compatível ou superior à escolaridade do engenheiro e do médico. Isso porque ele é o dono dos meios de produção com direito ao lucro obtido pela produção de sua indústria.

Para Weber, há um status relacionado às classes sociais que não é medido somente pela divisão do trabalho, mas pelo tipo de trabalho (ocupação), pelo consumo e pelo estilo de vida. Nesse sentido, nas sociedades capitalistas que surgiram, sobretudo a partir do século XX (sociedades onde o consumo é hipervalorizado), o que você tem, compra e exibe é um demonstrativo da classe a que você pertence e do prestígio social que você tem.

Classe social e estratificação social

Uma sociedade estratificada é uma sociedade dividida em classes sociais. Uma das características da estratificação é a capacidade de mobilidade social, ou seja, de uma pessoa conseguir migrar de uma classe para outra.

Essa possibilidade é, no entanto, muito difícil nas sociedades capitalistas, que, apesar de presarem pela meritocracia (o ganho em cima do mérito pessoal adquirido pelo esforço e pelo trabalho), tendem a manter um meio fechado de pessoas com o poder econômico por meio da herança. Uma pessoa rica deixará a sua riqueza para os seus filhos, enquanto uma pessoa pobre não consegue ascender socialmente com facilidade por conta da dificuldade de estudar, trabalhar e investir o pouco dinheiro que ganha.

Classe social para o IBGE

As classes sociais, para além da classificação marxista, também são classificadas em classe alta, classe baixa e classe média. Para criar uma classificação mais precisa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) criou um sistema de medição que abrange cinco estratos sociais, que são as classes A, B, C, D e E, sendo A a classe com maior poder aquisitivo e concentração de renda e E a classe com menor poder aquisitivo e concentração de renda.

Além do rendimento monetário, são levantados pelos recenseadores (profissionais que trabalham para o IBGE fazendo a coleta de dados da população nos domicílios) dados como o número de pessoas que vivem no domicílio, as dimensões (tamanho) da moradia, o acesso à água encanada e coleta de esgoto, o número de equipamentos eletrodomésticos por domicílio, o número de veículos automóveis e a escolaridade das pessoas que ali vivem.

A maneira mais fácil e simples de definir os padrões de cada classe social pelo IBGE é por meio da renda familiar mensal. Porém, nem sempre esse indicador socioeconômico é satisfatório, sendo necessário, em alguns casos, analisar a condição socioeconômica de uma pessoa com base em outros indicadores, como aqueles sendo mencionados no parágrafo anterior.

Veja a listagem das classes sociais com base na faixa salarial das famílias brasileiras:

Classe A: mais de 15 salários mínimos;

Classe B: de 5 a 15 salários mínimos;

Classe C: de 3 a 5 salários mínimos;

Classe D: de 1 a 3 salários mínimos;

Classe E: até 1 salário mínimo.

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