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Coluna: O “cheque” de Jorginho

Jorginho Mello (PL), pré-candidato a governador, já usa peça de marketing de campanha

28/04/2022

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Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Jorginho Mello (PL), pré-candidato a governador, já usa peça de marketing de campanha. Um cheque em tamanho ampliado, com foto dele, o valor da verba oriunda de emendas ao Orçamento da União, a instituição beneficiada e o município. Isso deve motivar ações por propaganda eleitoral antecipada. E abuso do poder econômico.

Pisoteando a legislação

E é, escancaradamente, ao arrepio da legislação eleitoral vigente. Mas, longe de se querer defender tal atitude do senador, a pergunta que fica, é: quem, entre todos os pré-candidatos a governador, não distribui recursos o tempo todo? Só aqueles sem mandato e, por isso mesmo, sem verbas públicas para o “toma lá, dá cá”.

Eleições

  • Tribunal Regional Eleitoral já tratou de esclarecer falsa notícia de que títulos eleitor de pessoas com mais de 70 anos seriam cancelados. É mentira, todos seguem regulares e aptos ao voto. Em SC são mais de 400 mil eleitores com 70 anos ou mais.
  • Mas, para quem precisa quitar pendências com a Justiça Eleitoral, mudar o local de votação ou tirar a primeira via do título, o prazo é 4 de maio. Os cartórios eleitorais atendem de segunda às sextas-feiras, das 13h às 19h. Por enquanto, ainda não há longas filas de espera.
  • “Eu prefiro hoje a neutralidade e a recíproca é verdadeira. O governo federal tem candidatos em múltiplos palanques. Faço meu trabalho, represento os catarinenses e vou continuar trabalhando”. Do governador Carlos Moisés (Republicanos) sobre a eleição presidencial.
  • “Tenho o maior respeito pelo Antídio (Lunelli). Ele é uma ótima pessoa, grande companheiro, mas se não tiver aliança o MDB fica cada vez mais isolado”. Do presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB), defensor de aliança com Carlos Moisés (Republicanos).
  • Em 2023, cada um dos 40 deputados estaduais terá R$ 9,6 milhões do orçamento do Estado para a política de varejo com prefeituras e outras instituições. No total, R$ 386 milhões em emendas impositivas que o governo tem de pagar sob pena, até, de cassação do governador.
  • As chamadas “emendas impositivas”, como ocorre no âmbito federal, é um mecanismo criado em 2017 pela própria Assembleia Legislativa. Mas, na prática, liberadas só a partir de 2019. No total, corresponde a 1% da receita líquida prevista no orçamento anual do Estado.
  • Augusto Aras, Procurador Geral da República, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra valores do ICMS sobre as telecomunicações e energia elétrica em 24 estados. Incluindo SC, onde a alíquota é de 25% e já declarada inconstitucional pelo próprio STF em 2021.

“Fechados” com Loureiro

Três dos quatro deputados estaduais do PSD “fecharam” com o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (União Brasil). Como moeda de troca, poderão indicar os candidatos a vice-governador e ao Senado. No dia 9 de maio, em Florianópolis, por convocação do presidente do partido, Milton Hobus (na foto acima) o PSD reúne pré-candidatos, prefeitos, vices e vereadores para uma decisão coletiva. A maioria decidirá se o PSD vai ou não com Loureiro.

Hobus com Colombo

Porém, o deputado Milton Hobus, que já foi prefeito de Rio do Sul, adiantou que seu candidato é o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que quer um terceiro mandato. É um PSD rachado, como o MDB e todos os outros partidos envolvidos com as eleições de outubro. É o ego inflado acima de tudo. São partidos envelhecidos, balcões de negócios geridos por verdadeiros donatários. À sombra deles, nem grama cresce.

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