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Coluna: O “consenso” do MDB

O lado constrangedor é o discurso. De crítico contumaz ao governo de Moisés, ao obrigatório elogio, como convencer o eleitor emedebista?

21/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: O “consenso” do MDB

O “aceito” do ex-prefeito Antídio Lunelli (MDB) tem dois ingredientes: 1) a sobrevivência política do partido nas urnas, incluindo na disputa do voto proporcional (deputados e senador). 2) se a empreitada for vitoriosa, deve prevalecer acordo para que, em 2026, o cabeça de chapa seja do MDB com apoio irrestrito do governo de Carlos Moisés. E Moisés ao Senado. O lado constrangedor é o discurso. De crítico contumaz ao governo de Moisés, ao obrigatório elogio, como convencer o eleitor emedebista? A reação (contra) explodiu nas redes sociais em Jaraguá do Sul.

Sem rumo desde 2015

Uma evidência gritante no MDB: desde a morte de Luiz Henrique da Silveira (em maio de 2015) um articulador por excelência, o partido perdeu o rumo. LHS foi o último vitorioso nas urnas quando da sua própria reeleição, em 2006. Depois, sem um nome de peso e de consenso, o MDB passou de protagonista a coadjuvante. Mas é preciso pensar, também, nas eleições municipais de 2024. Dos 96 prefeitos eleitos em 2020, 82 estão com Moisés.
Exemplo do “desmanche”.

João Raimundo Colombo (PSD) é o grande exemplo do “desmanche” no MDB. Depois de dois mandatos como prefeito de Lages, deputado estadual, federal e senador, e sempre na oposição (PFL/DEM), topou a aliança e foi eleito governador (2010 e 2014) por obra de graça do MDB em certeira articulação de LHS. Em 2010, peitou Dario Berger depois de aventar a possibilidade do então prefeito reeleito de Florianópolis ser o candidato a governador.

Exemplo do “desmanche”

João Raimundo Colombo (PSD) é o maior exemplo do “desmanche” no MDB. Depois de dois mandatos como prefeito de Lages, deputado estadual, federal e senador, e sempre na oposição (PFL/DEM), topou a aliança com o MDB. Foi eleito e reeleito governador em certeira articulação de LHS, que, em 2014, incluiu o PSDB. Em 2010, LHS defenestrou Dario Berger depois de aventar a possibilidade do então prefeito reeleito de Florianópolis ser o candidato a governador.

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