Colunas

Coluna: Os dois lados da informação

A polarização tem sido a marca registrada nas rodas de conversa. É preciso ter bom senso para se posicionar com isenção

24/10/2021

Por

Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Coluna: Os dois lados da informação

Hoje, 24 de outubro, transcorre o Dia Internacional da Informação sobre o Desenvolvimento, que há 49 anos faz parte do calendário anual da ONU (Organização das Nações Unidas). Foi em 1972 que uma Assembleia Geral adotou a resolução 3038 instituindo a data, para coincidir com o Dia das Nações Unidas. A celebração fez uma referência ainda à criação da Estratégia de Desenvolvimento Internacional para a Segunda Década da ONU para o Desenvolvimento, ocorrida em 1970.

No contexto do século 21, a organização defende que as que as tecnologias da informação e comunicação são imprescindíveis para novas soluções aos ao desenvolvimento em termos globais. A ideia é promover o crescimento econômico, a competitividade, o acesso à informação, ao conhecimento, além da erradicação da pobreza e incentivo à inclusão social.  O foco é a divulgação da informação e mobilização da opinião pública, propiciando “uma maior consciência dos problemas do desenvolvimento, promovendo esforços no âmbito da cooperação internacional para o desenvolvimento.” Quando vamos efetivamente alcançar essa meta?

Por sinal, quando o assunto é informação, inevitavelmente temos que associar ao papel social da Imprensa, nos quatro cantos do mundo. É sabido que um dos requisitos básicos do Jornalismo é apresentar os dois lados de um fato, deixando para o leitor, ou ouvinte, tirar suas próprias conclusões. Evidentemente que existem acontecimentos em que as imagens e as informações apuradas falam por si só. Mas não é fácil ser jornalista, que muitas vezes fica num fogo cruzado para apurar acontecimentos de maneira fidedigna. Combater as fake news e mostrar o que é verdadeiro e o que é falso não é uma tarefa fácil.

Há situações em que claramente identificamos “guerra” de informação e contrainformação. Nesses casos, fica difícil para o receptor identificar quem tem e quem não tem razão. Ou até que ponto os dados apresentados podem ser tomados ao pé da letra.

Trazendo essa discussão para o atual cenário político-econômico do Brasil, a polarização tem sido a marca registrada nas rodas de conversa, nos ambientes de trabalho, social e familiar. Por isso nos defrontamos com tantas opiniões conflitantes. Nem mesmo entre membros de um mesmo partido existe unanimidade sobre o panorama que se apresenta. Fazendo uma breve analogia, é como visualizar batalhas com fuzileiros que se enfrentam em trincheiras opostas… E quem se coloca entre as “trincheiras”, leva bala dos dois lados… É preciso ter bom senso para se posicionar com isenção. Separar o joio do trigo. Nesse contexto, identificar o limite tênue entre o que é verdade e o que é distorcido se torna um desafio.

Notícias relacionadas

x