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Coluna: Pesquisa fake news

Nessa falsa indicação de preferências do eleitor catarinense, o senador Jorginho Mello (PL) aparece com quase o dobro do percentual atribuído a João Rodrigues

26/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Pesquisa fake news

Rola em redes sociais uma pesquisa sobre pré-candidatos a governador de Santa Catarina, sem mencionar o instituto responsável pela apuração das entrevistas, quando foi feita, quantos entrevistados. Enfim, sem registro no Tribunal Regional Eleitoral. Nessa falsa indicação de preferências do eleitor catarinense, o senador Jorginho Mello (PL) aparece com quase o dobro do percentual atribuído a João Rodrigues, prefeito de Chapecó, e que não é pré-candidato ao cargo.

Crime contra a honra

O Tribunal Regional Eleitoral orienta eleitores de que fora do período de eleição (ainda não chegamos lá), não cabe à Justiça Eleitoral averiguar a veracidade de pesquisas. Mas, no âmbito da Justiça comum, aquele que difunde fake news (notícias falsas) poderá ser responsabilizado por crimes contra a honra, por exemplo. E os que exercem mandatos eletivos, podem ser enquadrados por crime de responsabilidade.

PSDB mira nos deputados

O PSDB se mostra pouco interessado em disputar as eleições majoritárias de outubro, seja para governador ou senador. Vinicius Lummertz, secretário de Turismo de SP, que o governador João Dória Jr., pré-candidato à presidência da República, quer empurrar goela abaixo dos tucanos catarinas, não empolga. Não tem discurso de candidato a governador. Por isso, o projeto é mirar nas vagas à Assembleia Legislativa e Câmara.

Uma aliança equivocada

Na desastrada coligação de 2018 com o MDB (majoritária e proporcional), o PSDB quase sumiu do mapa. Fez apenas dois deputados estaduais e, mesmo assim, mal votados. À Câmara dos Deputados, só um. Em 2014, foram dois federais eleitos: Geovania de Sá (Criciúma) e Marco Tebaldi (Joinville). Na mesma eleição, quatro estaduais: Serafim Venzon (Brusque), Leonel Pavan (Balneário Camboriú), Vicente Caropreso (Jaraguá do Sul) e Patricio Destro (Joinville).

O PDT é (ainda) Brizola

Por absoluta falta de referências partidárias, o PDT, mais uma vez, evoca a figura de Leonel de Moura Brizola, que morreu em junho de 2004, na tentativa de faturar votos para o candidato à presidência da República, Ciro Gomes. Que vai tentar o cargo pela quarta vez. O partido quer uma aliança com o PSB) que terá o senador Dario Berger (de saída do MDB) como candidato a governador. A se confirmar, serão dois partidos fora da coligação das esquerdas catarinenses liderada pelo PT. O PSB foi o sexto partido dos oito aos quais Ciro Gomes já se filiou.

A reeleição em SC

Se o governador Carlos Moisés (sem partido) se der bem nas urnas com uma reeleição, será o terceiro governador catarinense a exercer dois mandatos consecutivos. Antes dele, Luiz Henrique da Silveira (MDB/2003-2010) e Raimundo Colombo (PSD/2011-2018). No plano nacional, apenas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ostenta essa marca. Foi presidente por dois mandatos seguidos, de 1995 a 2003. Lula e Dilma também. Mas Dilma não completou o segundo mandato.

PEC dorme no Senado

O instituto da reeleição foi aprovado pelo Congresso Nacional em 1995 (beneficiando diretamente à FHC) para cargos do Executivo e que era vedado pela Constituição de 1988. Em 2015, por 452 votos a favor e 19 contra, a Câmara do Deputados, então presidida por Michel Temer (MDB), à época deputado federal, aprovou o fim da reeleição.  Porém, até hoje a proposta não foi votada no Senado.

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