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Coluna: Política & Políticos – Em nome do “consenso”

Celso Machado comenta os principais acontecimentos da política catarinense

02/02/2023

Por

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Desde 2006 o MDB não elege um governador. Naquele ano Luiz Henrique da Silveira venceu o senador Esperidião Amin (PP). Mas, nem por isso, e desde então, deixou de ser um partido governista. Foi assim nos dois mandatos de Raimundo Colombo (PSD) e com Carlos Moisés da Silva (Republicanos). E não será diferente agora na gestão de Jorginho Mello (PL). Com Mauro de Nadal presidindo a Assembleia Legislativa o MDB segue como protagonista do “consenso” em nome da tal governabilidade.

 

Toma lá, dá cá

Dessa vez, entenda-se por “consenso” e “governabilidade” o comando do maior orçamento entre as secretarias estaduais para 2023: a de Infraestrutura, com seus R$ 2,5 bilhões oferecida ao partido pelo governador. O cotado é o deputado reeleito Jerry Comper. Mas o MDB, acostumado com o bem-bom de sucessivos governos, não vai deixar por menos. Quer mais e vai levar, até porque ainda há cinco secretarias sem seus titulares.

 

Dois de Blumenau

São cargos de menor importância, mas Blumenau, com quatro deputados estaduais, emplacou dois, ambos de primeiro mandato, na nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa: Marcos da Rosa (União Brasil) sentará na cadeira de terceiro secretário e Egídio Ferrari (PTB) ocupará a quarta secretaria. Resumindo, Nadal levou 38 votos dos 40 deputados da AL. Isso quer dizer que estes parlamentares incluindo os da esquerda, avalizaram o balcão de negócios que definiu o resultado da eleição.

 

CURTAS

*Para que o negócio envolvendo a eleição do presidente da Assembleia Legislativa chegasse ao termo, o próprio PL, que havia indicado a deputada Ana Campagnolo à vice-presidente- era a preferida de Jorginho Mello, tratou de defenestrá-la. Em seu lugar entrou o cordato Mauricio Eskudlark, também do PL.

*Tal e qual o exército de Brancaleone, Campagnolo, com sua língua sem freios, insurgiu-se e votou contra Nadal. No que foi seguida pelo imprevisível colega Jessé Lopes, também do PL, no papel de fiel escudeiro da deputada. Que, agora, deve assumir a liderança do partido na Assembleia

*No plano nacional nenhuma novidade. Os desavergonhados Arthur Lira (PP) e Rodrigo Pacheco (PSD) foram reeleitos presidente da Câmara dos Deputados e Senado, respectivamente. Com a maioria dos votos dos também desavergonhados deputados federais e senadores.

*Do relatório divulgado pela Secretaria de Comunicação do governador Jorginho Mello (PL) sobre ações dos primeiros trinta dias de sua gestão consta uma única obra e, ainda assim, do governo de Carlos Moisés (Republicanos): a ampliação do aeroporto regional de Joaçaba. Um reduto eleitoral de Mello.

*Nas duas viagens que já fez a Brasília, nenhum resultado. O país está parado. Como consequência, Santa Catarina também. Enquanto isso, ainda não se sabe de onde tirar os bilhões para o programa universidade gratuita ou como encurtar a fila das cirurgias eletivas entre tantas outras promessas da campanha.

 

 

Bandeiras de Antidio

Terceiro mais bem votado entre os 40 deputados estaduais eleitos em outubro, Antidio Lunelli (MDB), duas vezes prefeito de Jaraguá do Sul, assumiu seu primeiro mandato com um discurso de gestão privada aplicada no setor público. Dono de 74,5 mil votos, Lunelli levanta bandeiras como a busca pela simplificação, desburocratização e diminuição do peso da máquina pública.

 

Infraestrutura é prioridade

Além de investimentos pesados em infraestrutura. Como essa pasta ficará com o MDB, será uma porta bem aberta, supõe-se, para que a duplicação do trecho de 15 quilômetros da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, saia do papel. Afinal, é uma rodovia estadual de vital importância para o Vale do Itapocu, como a própria BR-280 e a Rodovia do Arroz.

 

 Quem é

Nascido em Corupá, Antídio Lunelli tem 59 anos. Filho de agricultores, virou empresário e há 41 anos fundou o Grupo Lunelli, indústria do ramo têxtil com mais de 5 mil colaboradores em 10 unidades espalhadas pelo Brasil e Paraguai.

 

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