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Coluna: Política & Políticos – Maurício Peixer

Fique por dentro dos principais acontecimentos da política catarinense

08/11/2022

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Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Mandato garantido

Uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município, aprovada pela Câmara de Joinville, autoriza vereadores a assumir, em caráter temporário, cargos de deputado estadual, deputado federal ou senador, sem a perda do mandato. A proposta, aprovada pelos 19 vereadores do Legislativo joinvilense, inclui as funções de secretário municipal, estadual e até de ministro de Estado.

Sem acúmulo salarial

O argumento é o de que a mudança será um avanço para a representatividade de Joinville em outras esferas políticas. E que isso não causará prejuízo financeiro ao município, já que não há previsão de acúmulo salarial. Ou seja, a opção por um dos salários é obrigatória. A unanimidade não surpreende e interessa diretamente ao presidente do Legislativo, Mauricio Peixer (PL).

Olho na Assembleia

Nascido em Guaramirim, Peixer está de olho em uma das 40 cadeiras da Assembleia Legislativa. Onde já esteve, em dezembro de 2008, como suplente do PSDB. O PL elegeu 11 deputados estaduais. Peixer, no sétimo mandato de vereador, foi o 12º mais votado do partido, ficando na primeira suplência. Se Jorginho Mello (PL) recrutar qualquer um deles para uma secretaria, ele assume a vaga.

 

 

CURTAS

*Governador eleito Jorginho Mello (PL) esteve em Brasília com a frente Parlamentar Catarinense (16 deputados e três senadores). Foi tratar sobre recursos das emendas de bancada para obras federais. Alguns deputados do PL, até os não reeleitos, condenam o repasse de recursos do Estado (com o fez Carlos Moisés) para obras federais, incluindo rodovias. Para evitar que isso possa parecer realização do futuro governo da União.

*Jorginho Mello não concorda. Vê nisso uma retaliação política por conta da vitória de Lula da Silva (PT), em prejuízo direto de Santa Catarina, que deu 3.047.630 votos para Jair Bolsonaro (PL). O orçamento da União prevê, para 2023, R$ 38,8 bilhões em emendas assim divididas: R$ 11,7 bilhões em emendas individuais, R$ 7,7 bilhões para emendas de bancada e R$ 19,397 bilhões em emendas sugeridas pelo relator-geral. Tudo dividido entre 513 deputados federais e 81 senadores.

*Um respiro para Jorginho Mello (PL). O Estado quita, em dezembro, dívida contraída há dez anos com o Bank of America (um dos maiores bancos americanos com sede em Charlotte, Carolina do Norte). Em uma última parcela de R$ 600 milhões, garante o governador Carlos Moisés (Republicanos). O empréstimo, feito em 2012 por Raimundo Colombo (PSD) foi de US$ 726 milhões.

*Convertido para o real, representou, à época, R$ 1,48 bilhão usados para quitar dívidas com o governo federal feitas por governadores que o antecederam. Na assinatura do contrato o dólar valia pouco mais de R$ 2,00, mas com seguidas valorizações da moeda norte-americana, a conta cresceu para R$ 4 bilhões. O empréstimo seria pago em 20 parcelas anuais com juros de 4%.

*Liderados pelo empresário e ativista político Luciano Hang (Havan), um grupo de investidores mostra interesse em montar a Fox News brasileira, como já o fez em passado recente a CNN. Já há conversas neste sentido com diretores da emissora Fox americana. Visto o perfil de Hang, a se fechar o negócio a emissora será de oposição ao governo federal.

*O discurso é da deputada federal Carmem Zanotto (Cidadania), relatora do projeto de lei que garantiu o piso nacional da enfermagem “Agora, com o fim do período eleitoral e com a presença de todos os parlamentares em Brasília, vamos conseguir votar as propostas. Precisamos de uma solução o mais rápido possível, a enfermagem não pode mais esperar”.

*O piso foi aprovado sem definição das fontes pagadoras definidas pelo Congresso. Por conta disso o Supremo Tribunal de Justiça exigiu que o governo federal, estados e municípios e entidades representativas do setor apresentassem os impactos financeiros. Então, vai esperando, vai esperando! 

 

Convite feito…

Liderança dos PL de Joinville, incluindo o vereador Mauricio Peixer, também presidente da Câmara de Vereadores, formalizaram convite ao prefeito Adriano Silva (Novo) para que se filie ao partido PL como candidato à reeleição em 2024. Eleito em 2020, Silva é o único prefeito do Novo no Estado, tendo declarado apoio a Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

e não aceito

Mas, o prefeito disse que fica no Novo, mesmo que, na próxima disputa local, vá precisar compor com outros partidos, até mesmo com o PL. No Plano Nacional, o Novo viu sua bancada de deputados federais encolher, de oito para três, não ultrapassando a chama cláusula de barreira, o que deixa a legenda de fora de futuros debates eleitorais.

 

 

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