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Coluna: Política & Políticos – Promotor recusa a SSP

Celso Machado comenta os principais acontecimentos da política catarinense

02/02/2023

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Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Candidato a governador em 2022 (114.087 votos) o promotor de Justiça, Odair Tramontin (Novo/Blumenau), foi o sexto mais votado entre sete candidatos. Porém, convidado por Jorginho Mello (PL) para assumir a Secretaria de Segurança Pública. Só para lembrar, Tramontin abriu o voto para Mello no segundo turno. O convite do governador se deu porque a ideia (dele, do governador) é contemplar Blumenau, onde fez 85.689 votos com cargos relevantes. Por “questões pessoais” (teria de ficar longe da família) o promotor recusou.

Procurando um secretário

A SSP, extinta pelo governador Carlos Moisés e substituída por um Colegiado Superior de Segurança, será recriada na reforma administrativa que Mello vai enviar para a Assembleia Legislativa. “Foi com dor no coração. Fiquei muito tentado a aceitar porque seria importante encerrar minha carreira no serviço púbico nesse cargo”, admitiu Tramontin. Que em 2024 deve disputar a prefeitura de Blumenau pela segunda vez. Em 2020 fez 22.846 votos, superando  os deputados Ricardo Alba e Ivan Naatz.

 

CURTAS

*Como que num passe de mágica, a balneabilidade das praias catarinenses começa a mudar para melhor. E há um motivo para isso, entre outros: a frequência maior fica para os fins de semana, visto que a grande maioria das famílias já encerrou as férias, aliado a chuvas pontuais que não mexem muito com a imundície de esgotos acumulada em rios que desaguam no mar.

*A grande “coincidência” fica por conta da recente troca de comando do Instituto do Meio Ambiente feita pelo govenador Jorginho Mello (PL), acuado por todos os lados pelo setor turístico. Afinal, praias poluídas espantam não só o turista regional, mas também e principalmente aquele que vêm de outras regiões do país para gastar. E muito!

*Ex-governador Carlos Moisés assume em março a presidência estadual do Republicanos. Seu futuro na política é incerto. Particularmente, ele maldiz o governador Jorginho Mello (PL), que tentou derrubá-lo nos dois processos de impeachment abertos pela Assembleia Legislativa, com a ajuda da vice-governadora Daniela Reinehr (PL), hoje deputada federal.

*Aos 76 anos e com seis mandatos consecutivos como deputado estadual, Moacir Sopelsa (MDB) despediu-se da Assembleia Legislativa. Em 2022, decidiu não disputar mais uma reeleição e assumiu, interinamente, por trinta dias como governador do Estado na licença de Carlos Moisés (Republicanos), de quem foi cabo eleitoral de carteirinha.

*Nascido em Concórdia, Sopelsa, que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa em fevereiro de 2022, também foi vereador e prefeito do município. Agropecuarista, foi secretário estadual do Desenvolvimento Rural e da Agricultura, de 2003 a 2006, no primeiro governo de Luiz Henrique da Silveira (MDB).

*O que faz o quarto secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados? Como uma espécie de gerente, administra os prédios ocupados pelos parlamentares e os apartamentos funcionais destinados aos deputados (moradia de graça). Carlos Chiodini (MDB) esteve com um pé no cargo mas, por acordo do partido, a vaga será de Lúcio Mosquini (MDB/RR).

 

A fila das cirurgias

Dirigentes da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde foram ter, novamente, com a secretária da Saúde, Carmem Zanotto (Cidadania) e o tema, único, foi a fila de pacientes à espera de cirurgias eletivas. Pode-se dizer, com todas as letras, o quadro é muito mais complicado do que os discursos produzidos pelo governador Jorginho Mello (PL) quando, em campanha eleitoral, prometeu celeridade para zerar a fila de espera.

Problemas de “ontem”

O relato é do diretor executivo da Federação, o jaraguaense Braz Vieira: há notória defasagem dos valores pagos pelo SUS, falta de médicos que aceitem o preço, além do volume de cirurgias bem maior que a capacidade de muitos hospitais. Por causa disso, diga-se, das 21 mil cirurgias contratadas/mês só 9 mil são feitas. A fila oficial tem mais de 105 mil pessoas. E essa é só uma faceta do quadro real da saúde pública em Santa Catarina e, como de resto, no país.

 

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