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Coluna: Princípio 4 – Investir

“Juros recompensam os poupadores”. (Gustavo Cerbasi). “[…]O grande objetivo deveria ser construir uma reserva financeira para que, no dia em que deixar de trabalhar para os outros, a pessoa possa montar sua própria empresa e contratar outros profissionais para trabalharem para ela, ou viver dos rendimentos de um investimento que lhe agrade”.  

02/09/2022

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Advogado, inscrito na OAB/SC 37.773. Pós-graduado em Direito Empresarial e Advocacia Societária. Escritor e Consultor de Finanças Pessoais.

“Juros recompensam os poupadores”. (Gustavo Cerbasi)

Caro (a) leitor (a), continuamos nossa jornada, estamos quase chegando ao fim, teremos ainda mais 2 princípios a serem vistos, a saber: NEGOCIAR e EQUILIBRAR. Sendo que iremos terminar com o último princípio no dia 30/09/2022. Hoje o princípio a partilhar é: INVESTIR.

Investir: ensine às crianças que os juros recompensam os poupadores.

Gustavo começa este princípio com o seguinte texto de reflexão: “Quem não tem dinheiro para comprar uma casa aluga de quem teve dinheiro para comprar duas. Quem não tem dinheiro para comprar um carro aluga transporte – isto é, paga pelo serviço prestado – de quem teve dinheiro para comprar um táxi ou uma frota de ônibus. Seguindo o mesmo raciocínio, os bancos criaram, há muito tempo, uma solução para aqueles que não tem dinheiro comprarem qualquer coisa que custe dinheiro. Em vez de alugarmos um apartamento, podemos alugar do banco o dinheiro para comprá-lo e ter o apartamento antes de conseguirmos criar condições financeiras suficientes para isso. A esse “aluguel de dinheiro” chamamos financiamento ou empréstimo. Quanto mais tempo você precisar usar o dinheiro do banco, mais aluguel (isto é, mais juros) pagará”.

E ele continua com o que segue: “Seus filhos devem entender que, enquanto trabalharem para uma empresa, estarão enriquecendo os donos e acionistas dessa empresa. Quem realmente enriquece é o investidor, aquele que soube poupar parte de sua riqueza para então montar uma empresa e organizar uma estrutura que pusesse pessoas para trabalhar para ele. Seus filhos não devem ser preparados simplesmente para trabalhar a vida toda para alguém. O bom emprego não deve ser visto como o grande objetivo da vida adulta. Deve ser visto como uma etapa intermediária, em que um profissional é recompensado por dedicar-se ao enriquecimento dos outros. O grande objetivo deveria ser construir uma reserva financeira para que, no dia em que deixar de trabalhar para os outros, a pessoa possa montar sua própria empresa e contratar outros profissionais para trabalharem para ela, ou viver dos rendimentos de um investimento que lhe agrade”.

Para terminar segue um exemplo a ser aplicado, digamos que seu filho quer por quer um tênis novo que custa R$ 300,00. Que tal propor um desafio a ele, se ele ajudar nas tarefas da casa, ele irá ganhar R$ 30,00 por mês, ou seja em 5 meses, ele terá R$ 150,00 e você se compromete em completar com os outros R$ 150,00 que falta ao final do período. O mais importante aqui não é a taxa de juros, mas sim que seu filho tenha a percepção de que poupadores são recompensados com juros. Desejo de coração que possamos cada vez mais partilhar bons ensinamento sobre questões financeiras com as gerações futuras. Afinal, conhecimento partilhado se multiplica.

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*Nota do Autor: Livro base “Pais inteligentes enriquecem seus filhos” de Gustavo Cerbasi.

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