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Coluna: Privatizando a rodoviária de Blumenau

Prefeitura de Blumenau vai se livrar do trambolho que é, hoje, a rodoviária da cidade, privatizando a estrutura. Nem reformas houve em quatro décadas

12/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Privatizando a rodoviária de Blumenau

Prefeitura de Blumenau vai se livrar do trambolho que é, hoje, a rodoviária da cidade, privatizando a estrutura. Foi inaugurada há 41 anos (4 de fevereiro de 1980), no segundo mandato do ex-prefeito Renato de Mello Vianna (MDB) e, até hoje, nem sequer tem o “habite-se”. Nem reformas houve em quatro décadas. Onde havia farmácia, banca de revistas e restaurante, por exemplo, com limpeza de primeiro mundo, hoje tem apenas uma modesta lanchonete. E banheiros horríveis. Uma área decadente, com ares de abandono e insegura para os usuários. A empresa Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário a Turístico já formalizou interesse.

Aqui não é diferente

É o retrato da rodoviária de Jaraguá do Sul, inaugurada em 1992 no governo do ex-prefeito Ivo Konell (MDB). De lá para cá, o que se viu foi um trabalho de pintura no governo de Moacir Bertoldi e …só! Onde havia barbearia (com engraxataria), sorveteria, lanchonete, banca de revistas e restaurante, sobrou a lanchonete. Reaberta em passado recentíssimo depois de anos fechada. Nem ao menos há um caixa eletrônico. Atualmente, funcionam lá a Junta Militar, Instituto Rã Buggio, Associação dos Vereadores do Vale do Itapocu, Centro de Valorização da Vida, Sine e o Instituto Estadual do Meio Ambiente. Sem custos com aluguel, luz e água.

Simplesmente ridículos

O PSDB nacional declarou guerra ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciando que, a partir de agora, o partido está na trincheira da oposição. Ora, e desde quando estiveram na base de apoio de Bolsonaro? A tucanada nacional, com discurso do governador de São Paulo, João Doria Jr., também pré-candidato à cadeira de presidente, pretendia o impeachment de Bolsonaro, mas concluíram que “não é o momento certo”.

Com Dória ou Leite?

Em SC a executiva estadual não sabe o que fazer. Se vai com Dória ou com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também quer a cadeira de Bolsonaro. A escolha se dará no plano nacional, com votos das executivas estaduais. É o PSDB sendo PSDB e o final já se sabe: vai liberar o voto. Até porque líderes tucanos estiveram recentemente com Leite em Porto Alegre e a quem juraram apoio. Como outros o fizeram, quando Dória visitou Florianópolis, em agosto.

Mais dinheiro para rodovias

Assembleia Legislativa aprovou em dois dias projeto do governador Carlos Moisés (sem partido) liberando R$ 115 milhões extras do Estado para obras da duplicação de rodovias federais, entre elas a 470 e a 280. Quando o dinheiro efetivamente chegar em Brasília para custear as construtoras envolvidas nas obras, Moisés terá de usar a parceria como forte argumento de campanha para cabalar votos, já que teve aprovação não só dos deputados (com votos contrários de Jessé Lopes/PSL e Bruno Souza/Novo), mas do setor produtivo também. E fica a dúvida: o Estado vai poder pôr suas placas nas obras, indicando a parceria, ou ficam só as do Ministério da Infraestrutura? Isso ainda vai dar pano pra manga.

Faz diferença?

Senadora Simone Tebet (MDB) teceu elogios ao senador Dario Berger (MDB), dizendo que virá a Santa Catarina apoiá-lo se for indicado candidato a governador.  Ora, com todo o respeito: que diferença fará a presença da ilustre desconhecida por aqui no palanque de Berger?

Apuração dos votos

Confirmado para 27 de setembro, no Senado, debate sobre a competência legal dos Tribunais Regionais Eleitorais para apurar resultados das eleições. E a centralização do processo pelo Tribunal Superior Eleitoral. Que em 2020 provocou lentidão nunca vista. De fazer subir a pressão arterial de candidatos e eleitores.

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