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Coluna: “Quem indica é o partido”

Moisés preferia Moacir Sopelsa (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, um defensor do chefe do Executivo e não um crítico contumaz

24/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: “Quem indica é o partido”

“Quando você faz uma coligação, quem decide, com todo o respeito, é o partido”. A frase é do deputado federal Celso Maldaner, também presidente do MDB, sobe a indicação de Antidio Lunelli como vice na chapa do governador Carlos Moisés (Republicanos). Na negociação com o MDB, Moisés ofereceu a vaga e, também, a de senador. 

“Muitas conversas”

Moisés preferia Moacir Sopelsa (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, um defensor do chefe do Executivo e não um crítico contumaz (toda a bancada sempre defendeu a reeleição de Moisés). O governador tem sido enigmático: “ainda teremos muitas conversas”. Claro, Sopelsa seria um homologador das decisões de Moisés. Lunelli, como empreendedor que é, não.

O dia “D”

Na segunda-feira (27) O MDB se reúne para, finalmente, decidir as candidaturas majoritárias. Além de Antídio Lunelli, o nome para compor com a chapa majoritária como candidato a senador. O Tribunal Superior Eleitoral aprovou dois nomes disputando por cada uma das alianças oficiais de apoio aos candidatos a governador. Abrindo as portas para o PSDB.

Eleições

  • O MDB marcha com Carlos Moisés (Republicanos). A cúpula do PSD com Gean Loureiro (União Brasil), mas boa parte dos prefeitos do partido já se encostou em Moisés. Como acontece no PP onde o senador Esperidião Amin segue isolado. Já a esquerda vive um processo de antropofagia interna.
  • No PSB o senador Dario Berger está cada vez mais isolado. O PDT, possível aliado de Berger, candidato a governador, declarou apoio à candidatura de Décio Lima (PT). A esquerda catarinense rachou vez em favor do compadre de Lula da Silva. E segue o baile.
  • Na verdade, o eleitor só saberá qual o sapo e o tamanho do bicho que terá de engolir (se for um eleitor partidário) quando os partidos oficializarem seus candidatos majoritários- governador e senador. O que deve ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.
  • Senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP) organiza CPI para apurar irregularidades na gestão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, preso pela Polícia Federal. Dos senadores candidatos a governador em SC. Dario Berger (PSB) assinou. Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP), bolsonaristas, não.
  • A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou três emendas de prioridades e metas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023. Duas contemplam rodovias federais de Santa Catarina: a BR 163 (Extremo-Oeste) e a BR 470, no Vale do Itajaí. As emendas são do senador Dário Berger. E a BR-280, como sempre, continua esquecida.
  • A oferta reduzida do produto em todo o Brasil seria o motivo para que o preço do leite não tenha baixado para o consumidor. Mesmo que o ICMS incidente sobre o produto tenha sido reduzido em SC, de 17% para 7%. Mas, os supermercados não abrem mão de um tostão de lucro. Juntos poderiam negociar preço com as usinas. Com fazem com a cerveja.

Licenciamento sem taxa

Projeto de lei do deputado Sargento Lima (PL) propõe isenção do pagamento da taxa de licenciamento de veículos. O deputado (de pé na foto) argumenta que a taxa serve para custear a impressão de um documento, que se tornou digital. Ou seja, o custo não existe mais. E se o proprietário do carro quiser imprimir, explica o parlamentar, ele mesmo pode fazer em casa (se tiver uma impressora), numa folha A4. Hoje, o valor médio da taxa é de R$ 142,69. Licenciamento de veículos, diga-se, é uma máquina de fazer dinheiro. Para o Estado.

Bico seco

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa aprovou proposta do deputado Jessé Lopes (PL), que veda a compra de bebidas alcoólicas pelo governo estadual. Lopes alega tais produtos não estão em consonância com os princípios que balizam a atuação da administração pública, sobretudo os que se referem à legalidade, moralidade e economicidade. Se virar lei.

 

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