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Coluna: Salário Mínimo e Cesta Básica.

Salário mínimo é insuficiente para comprar cesta básica. […] Se somarmos os 2 números em negrito, temos um total de 60,8 milhões de pessoas que recebem até um salário mínimo.

24/06/2022

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Advogado na PHMP Advogados, inscrito na OAB/SC 37.773. Pós-graduado em Direito Empresarial. Escritor e Consultor

Coluna: Salário Mínimo e Cesta Básica.

Caro (a) leitor (a), dando continuidade a preocupação que tenho para com o tema de Educação Financeira, outra matéria lida por mim no jornal “Valor” na versão digital me chamou a atenção, o título era o seguinte: “Salário mínimo é insuficiente para comprar cesta básica”.

O subtítulo tinha a seguinte informação: “Em maio, o valor da cesta divulgada pela Fundação Procon de SP subiu 1,36%, para R$ 1.226,12, superando o piso salarial do país, de R$ 1.212”. Ou seja, o salário mínimo não é suficiente para comprar uma cesta básica, e isso só mostra como a inflação está no nosso dia a dia e como ela tem corroído o poder de compra de uma grande parcela da população brasileira.

Apesar de no mês de janeiro, o salário mínimo ter sido reajustado com mais de 10%, este aumento já foi totalmente ‘comido’ pela inflação acumulada ao longo deste ano. Em dezembro de 2021, o conjunto de itens básicos custava R$ 1.088, R$ 12 a menos que o piso salarial então vigente, de R$ 1.100.

Com o reajuste de 10,2%, o mínimo aumentou para R$ 1.212 a partir de janeiro, e com isso por um pequeno espaço de tempo, o valor ficou superior em torno de +/- R$ 115,00 com relação ao valor da cesta básica do Procon-SP, e que contém itens de alimentação, limpeza e higiene pessoal. O levantamento é feito em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Infelizmente, apenas quatro meses depois, o valor do mínimo já é insuficiente para comprar uma cesta básica, pois o valor subiu 12,69% no acumulado do ano.

Dado interessante mencionado na reportagem é que em setembro de 2019, apesar do salário mínimo ser apenas de R$ 998, era possível comprar a cesta com o valor de R$ 739,07, e com isto sobravam na época R$ 258,93, ou seja praticamente 25% do valor do salário mínimo.

Aqui cito trecho na íntegra do artigo que li: “A perda do poder de compra do salário mínimo é um dos fatores que explicam a baixa popularidade do presidente Jair Bolsonaro, num país em que uma fatia expressiva da população tem rendimento igual ou inferior ao piso. Estudo da Tendências Consultoria Integrada feito a pedido de “O Globo” mostra que, no primeiro trimestre, 38,22% dos trabalhadores, formais ou informais, ganhavam até um salário mínimo, o equivalente a 36,4 milhões de pessoas. Além disso, dos 36,5 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais, 24,4 milhões recebem até um mínimo. Se somarmos os 2 números em negrito, temos um total de 60,8 milhões de pessoas que recebem até um salário mínimo.

Neste cenário que temos no nosso país, o que nos resta fazer? A resposta é somente uma. Buscar desenvolver melhores políticas públicas, criar programas de educação financeira nas escolas e nas empresas, e principalmente, ter a certeza de que para termos sucesso e êxito nas finanças não basta apenas querer começar e fazer por um pequeno espaço de tempo, mas sim, fazer dia a dia, e cada dia um pouco mais e melhor. Somente assim, conseguiremos construir um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos. E o meu sonho é de que no futuro, possamos olhar para o passado, e nos orgulharmos das mudanças e escolhas que fizemos, e principalmente, chegar na certeza de que sempre poderemos fazer e ser melhores.

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