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Coluna: Sobreviventes do Apocalipse

Alta da gasolina, disparada nos preços, desemprego, fome. O cenário cinzento passa a receber pinceladas coloridas pela superação dos brasileiros.

19/12/2021

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Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Coluna: Sobreviventes do Apocalipse

Não! O título em questão não trata do lançamento do mais novo filme estadunidense de ficção científica, nem está entre os “Top 10” da Netflix. Quando falamos em apocalipse, logo nos vem à mente revelações assustadoras, visões aterrorizantes do fim do mundo, da extinção da vida na Terra.

Mas nesse caso, especificamente, a associação entre “sobrevivência” e “apocalipse” tem a ver com a forma como o nosso universo virou de cabeça para baixo nos últimos dois anos. Foi como se o chão se abrisse debaixo dos nossos pés, não é mesmo?

Tudo aconteceu de maneira tão surpreendente que nem as previsões mais delirantes de um mago da Idade Média poderiam antecipar: fomos arrancados violentamente da zona de conforto e caímos de nariz no chão. A partir daí, passamos a viver rodeados de incertezas e angústias. Faltavam respostas para tantas perguntas.

De lá para cá, assistimos estarrecidos a partida prematura de familiares, amigos e de pessoas que admiramos, em todas as áreas. Vidas foram ceifadas sem tempo para despedidas. E entre os que venceram a covid, existe a certeza de que nasceram de novo.

Ainda bem que, com a incrível capacidade do ser humano em se adaptar, transformar e buscar novas possibilidades, hoje temos vacinas consolidadas contra a covid-19. E a esperança cresce a cada dia quando constatamos que Santa Catarina está entre os estados brasileiros que mais avançam na aplicação dos imunizantes.

Portanto, todos nós que fomos (ou estamos sendo) vacinados, e seguimos os protocolos sanitários preventivos contra a covid-19, estamos nos precavendo contra uma avalanche.

Sobrevivemos, também, ao negacionismo, ao escárnio e aos ataques, nas redes sociais, dos que não acreditam na ciência e seguem colocando a si e aos demais em risco.

Sobrevivemos à subida do dólar, à alta da gasolina, à disparada nos preços dos alimentos, à falência de empresas de todos os portes, ao aumento substancial do desemprego, da fome… Sem dúvida, esse é um cenário cinzento e assustador, que gradativamente passa a receber novas pinceladas coloridas, graças ao esforço coletivo e à capacidade de superação dos brasileiros.

Por tudo isso, ao seguirmos em frente, temos que encerrar o ano de 2021 com um sentimento de profunda gratidão.

“Sobreviventes do Apocalipse” somos todos nós, brasileiros, que não desistimos nunca!

Pode vir, 2022!

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