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Coluna: Udo de vice?

Ontem, em Florianópolis, era voz corrente que a bancada estadual do MDB indicará o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, como candidato a vice-governador na chapa de Carlos Moisés (Republicanos)

13/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Udo de vice?

Ontem (12), em Florianópolis, era voz corrente que a bancada estadual do MDB indicará o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, como candidato a vice-governador na chapa de Carlos Moisés (Republicanos). E que Udo, consultado pelo próprio Moisés em conversa também ontem, aceita. Mas desde que seu nome não seja levado à convenção do MDB no dia 23. Ele não quer um confronto, olho no olho, com Antidio Lunelli.

MDB de joelhos

Udo sugeriu lista com três nomes à livre escolha do governador se o alinhamento à reeleição de Moisés for homologado. O que sepultaria de vez o projeto político pessoal de Lunelli, restando uma candidatura à Câmara dos Deputados. Ou ao Senado se outros pretendentes desistirem. O próprio Moisés rejeitou a indicação de Lunelli para vice-governador. Afinal, como abraçar a quem já disse que jamais daria a ele (Moisés) as chaves do cofre de suas empresas?

Eleições

*No MDB, Antidio Lunelli cumpriu o obrigatório protocolo eleitoral e fez sua inscrição à convenção do partido, dia 23, como pré-candidato a governador. Sem o mínimo indício de quem poderá ser o vice se ele for homologado.  Em chapa pura ou não.

*Dois dos três pretendentes à vaga de senador pelo MDB já oficializaram suas inscrições. São os deputados federais Celso Maldaner, licenciado da presidência estadual do partido, e Rogério Peninha Mendonça. Falta o ex-governador Paulo Afonso Viera confirmar como terceiro nome na disputa pela indicação.

*Sem a mínima chance de pacificação interna, tudo pode acontecer na convenção do MDB, onde vai prevalecer a lei do mais forte. Ou seja, o grupo com maior número de votos decidirá o destino do partido nas urnas. Que pode ser uma candidatura própria. Ou não. Depois virá a fase de juntar os cacos. Não sem antes uma autofagia interna pelo comando do partido.

*MDB, PL e PP estão literalmente isolados até agora. Sem qualquer perspectiva de alianças com outras forças políticas de peso fora do circuito das esquerdas. Até porque não existem. Além do que, o PSDB, em maioria alinhou-se ao governador Carlos Moisés (Republicanos).

*Figuras conhecidas do PT voltam às urnas de olho na Assembleia Legislativa: Luci Choinaky,  Dirceu Dresch, Paulo Eccel, José Fritsch, Francisco de Assis Nunes e Sérgio Godinho. Dirceu, Luci e Fritsch disputam votos entre os eleitores do Oeste do Estado.

*O ex-vereador Arlindo Rincos será candidato a deputado estadual, definido em encontro do partido com o parceiro PSD, em Jaraguá do Sul, coordenado pelo deputado federal Fabio Schiochet, que vai à reeleição. Ambos pelo União Brasil, que tem Gean Loureiro, ex-prefeito de Florianópolis, para governador.

* O PSB está autorizado a desembarcar das negociações com a Frente Democrática formada por partidos de esquerda e construir projeto próprio. O que significa dizer que o senador Dario Berger e o presidente estadual do partido, Cláudio Vignati, têm o livro arbítrio sobre o destino do partido nas urnas de outubro.

Passagens dos idosos

Prefeito de Blumenau, Mario Hildebrandt, está na comitiva da Federação Nacional de Prefeitos que foi a Brasília ontem (12) pedir ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lyra (PP) a votação urgente de medida já aprovada pelo Senado, que transfere ao governo federal o pagamento das passagens de idosos acima de 65 anos em ônibus do transporte coletivo urbano. Um custo estimado em R$ 5 bilhões/ano, mais ainda em valor não definido.

Gratuidade impraticável

Até dezembro o município repassará a empresa Blumob (que opera em sistema de monopólio) R$ 25 milhões porque a arrecadação não basta para sustentar a gratuidade.  Os prefeitos entendem que o Programa Nacional de Assistência à Mobilidade dos Idosos em Áreas Urbanas, aprovado pelo Senado, é política social e, portanto, com custos atribuídos à União e não aos municípios que respondem pela concessão do serviço à iniciativa privada.

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