Corupá

Coluna: Vale do Itajaí se mexe

Associações empresariais de Blumenau, Gaspar, Indaial, Timbó e Pomerode reeditam movimento de 2018, quando lançaram a campanha “ Sem duplicação não tem reeleição”

03/08/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Vale do Itajaí se mexe

Associações empresariais de Blumenau, Gaspar, Indaial, Timbó e Pomerode reeditam movimento de 2018, quando lançaram a campanha “ Sem duplicação não tem reeleição”, uma intimidação explícita estampada em 30 outdoors espalhados pelo Vale do Itajaí aos parlamentares federais em busca da reeleição e vistos à época como pouco empenhados nas obras e duplicação da BR-470. Porém, os resultados foram pífios.

“No Vale Vale Mais”

Agora, a campanha “No Vale Vale Mais” assemelha-se ao “voto útil” de eleições passadas, mas em outro formato. A ideia é tentar convencer o eleitor.  Blumenau tem 261.742 eleitores. Em média, dois terços dos eleitores votam em candidatos locais. Mais que Joinville, Itajaí, Florianópolis. Mesmo assim, dos 16 eleitos em 2018, nenhum do município. É o que também ocorre em Jaraguá do Sul, embora não se possa afirmar que os “locais” sejam os melhores.

Empresários bancam custos

Renato Medeiros, presidente da Associação de Blumenau, garante ser esta a maior movimentação do gênero já vista na região e que vai custar ao redor de R$ 120 mil. A Acib também apoiou a liberação dos R$ 450 milhões do Estado para a BR-470. Enfim, se vai dar ou não resultado nas urnas, pelo menos no Vale do Itajaí a iniciativa privada se mexe. Já aqui, neste outro Vale, o assunto não tem despertado interesse que não seja dos próprios candidatos.

Eleições

  • O PSDB estaria com um pé na campanha a governador do senador Esperidião Amin (PP). Que disputará o cargo pela quinta vez: 1982 (eleito), 1998 (eleito), 2002 e 2006. Mas a definição só virá depois de reunião nesta quinta-feira (4) com o Cidadania, onde há resistências. Estes partidos formaram uma federação e, pelos próximos quatro anos, todas as decisões tem de ser, obrigatoriamente, iguais.
  • O ex-governador Leonel Pavan (PSDB) é um nome visto como possível vice de Esperidião Amin (PP). Vaga também cobiçada pelo deputado Kennedy Nunes, candidato a senador pelo PTB. Se currículo conta, Pavan tem mandatos de vereador e prefeito de Balneário Camboriú, deputado estadual e federal, senador, vice-governador e governador.
  • Kennedy Nunes (PTB) foi vereador em Joinville e está no quarto mandato consecutivo como deputado estadual. Por três eleições seguidas, entre 2004 e 2012, disputou a prefeitura de Joinville. Perdeu todas. Tem a seu favor o apoio de líderes da Igreja Assembleia de Deus, onde é missionário e harpista há mais de 40 anos do grupo Dedos de Davi.
  • PSB e PL fazem suas convenções para homologar candidaturas majoritárias na sexta-feira (5). O PSB entra na composição de partidos da esquerda com Dario Berger à reeleição para senador. No PL, o senador Jorginho Mello ainda não tem um vice e nem nome para o Senado. A data limite para registro de candidaturas é 15 de agosto.
  • São Paulo, Alagoas, Maranhão e Piauí sãos os estados (até agora) com liminares do Supremo Tribunal Federal para compensações do governo federal por conta da redução do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações até 2023. Descontando da dívida que têm com o governo federal.
  • Em Santa Catarina o cálculo é de perdas ao redor de R$ 5 bilhões até o ano que vem. Todo mês o Estado paga à União cerca de R$ 50 milhões. Os maiores credores da dívida pública de SC, que totalizava R$ 20 bilhões até 2021, é própria União e bancos. Que têm R$ 9,8 bilhões a receber do governo catarinense.

Um “não” para Moisés

Fabricio José Satiro de Oliveira (Podemos), prefeito reeleito de Balneário Camboriú e lançado como pré-candidato a governador já em julho de 2021, jogou a tolha. Abandonado pelo próprio partido que migrou, de mala e cuia, para a coligação que apoia a reeleição do governador Carlos Moisés (Republicanos), Oliveira recolheu-se e decidiu cumprir integralmente o segundo mandato.

Uma postura neutra

Oliveira recebeu Moisés na Prefeitura de BC. E, depois de generoso café da manhã, anunciou postura neutra na eleição majoritária. A conversa teria abordado apenas a crítica situação financeira do Hospital Ruth Cardoso. Desmentindo, em nota de sua assessoria divulgada após a reunião, a deputada Ana Paula da Silva (Podemos) que à imprensa disse que ele (Fabrício) atuaria como cabo eleitoral de Moisés. Justamente quem cooptou o Podemos. Seria o suprassumo da incoerência.

 

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