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CPI dos respiradores, Moisés em Festa e outros comentários de Celso Machado

Se a Justiça liberar Borba, ele será levado à Assembleia Legislativa com escolta policial. E, se seguidas as regras adotadas para presos comuns, em um camburão da PM.
O transporte coletivo urbano será retomado na segunda quinzena deste mês em Jaraguá do Sul…
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09/06/2020

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

CPI dos respiradores, Moisés em Festa e outros comentários de Celso Machado

A CPI dos Respiradores, que apura a compra de 200 equipamentos mecânicos para uso em UTIs de hospitais catarinenses, mas que não se prestam para pacientes com o COVID 19, tenta manter para hoje (9) a acareação entre os três principais acusados do fraudulento negócio. Isso porque no sábado (6) um dos principais envolvidos, segundo a polícia, foi levado preventivamente para a cadeia já que estaria destruindo provas em mensagens trocadas por celulares e computadores com outros envolvidos na falcatrua. E transferindo valores em contas.  O golpe, também praticado por outras quadrilhas em outros Estados, tirou R$ 33 milhões dos cofres de SC em pagamento adiantado. Deste montante, a polícia já recuperou R$ 11 milhões.

Se a Justiça liberar Borba, ele será levado à Assembleia Legislativa com escolta policial. E, se seguidas as regras adotadas para presos comuns, em um camburão da PM. Até porque a convocação da CPI saiu antes de sua prisão. Preso preventivamente, o ex-secretário da Casa Civil pode permanecer bom tempo na cadeia. Mas uma delação premiada, se for aceita, com certeza vai balançar com outros figurões do governo e da política catarinense.

Em resumo, o Estado pagou 85% a mais que o preço médio de mercado. Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas de SC mostrou preços máximos médios de R$ 72 mil e R$ 88 mil. Os equipamentos comprados da empresa Veigamed, além de inservíveis, custaram R$ 165 mil cada um. O presidente da CPI dos Respiradores, deputado Ivan Natz (PL/foto acima) disse que vai convidar o governador a depor. Legalmente, ele não pode ser convocado.

Entre 20 de julho e 5 de agosto os 33 partidos políticos legalmente registrados podem fazer suas convenções para a escolha das chapas de candidatos a prefeito, vice e vereadores. Entretanto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, só por meio virtual (online) por conta das recomendações de distanciamento social como defesa da pandemia do novo coronavírus.

. Mas, a quem caberá a fiscalização e como isso será feito ainda não está definido. Cada ônibus será vistoriado antes de sair da garagem, por exemplo? Quem acompanhará as demais práticas de higienização exigidas enquanto o veículo estiver rodando com passageiros?

Aliás, o edital de licitação do serviço ainda não foi concluído. O contrato com a Canarinho venceu em 2016 e desde 2017 a Prefeitura aguarda liberação do Tribunal de Contas do Estado para nova licitação. Em março último o TCE, sinalizou para a continuidade do processo, mas logo depois foi declarado estado de emergência em Santa Catarina. E tudo parou de novo.

Em sucessivos decretos o governador Carlos Moisés (PSL) tem proibido eventos que possam gerar aglomeração de pessoas e exigido o chamado distanciamento social como forma de proteção contra o COVID 19. Mas, a atitude dele e da mulher Késsia foi, no mínimo, deplorável ao prestigiar festa junina no sábado (6) em um hotel no interior de Gaspar onde estavam hospedados. Pior que tudo, além da aglomeração, sem máscara. E rodeado de pessoas sem máscaras ou usando a proteção de forma totalmente errada.

Foi no Fazzenda Park Hotel, em Gaspar, que em época de pandemia reabriu, como o foi permitido a todos os hotéis catarinenses, por força de decreto do governador. Neste aprazível hotel, com prédios que totalizam 194 apartamentos em uma área de dois milhões de m2 em meio à natureza, as diárias estão em promoção: R$586, 00 (por pessoa), mais taxas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica manterá a bandeira tarifária verde até 31 de dezembro de 2020. A Anell analisa a perspectiva de geração de energia suficiente para o próximo período. Em condições ruins, podem ser acionadas as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com cobrança adicional que varia de R$ 1,34 a R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

 

 

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