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Crescimento do SaaS exige pagamentos mais seguros
Mercado de Software-as-a-Service na América Latina deve dobrar até 2027
Projeções do Payments and Commerce Market Intelligence apontam que o mercado de Software-as-a-Service (SaaS) na América Latina vai dobrar de tamanho até 2027, saltando para US$ 46 milhões.
O sucesso, de acordo com a pesquisa, está relacionado à oferta de opções de pagamento locais, que combinam cartões de crédito e débito com soluções alternativas, como carteiras digitais e sistemas instantâneos, como o Pix.
O crescimento do SaaS refere-se à expansão e ao escalonamento de empresas que fornecem software pela internet, englobando agilidade, integração simplificada com outros sistemas, custos reduzidos com infraestrutura e escalabilidade das soluções digitais, cenário que exige segurança.
“A segurança é, sem dúvidas, um diferencial competitivo direto no SaaS. Ela impacta churn, confiança e capacidade de escala. Um incidente de segurança não gera só problema operacional, gera cancelamento. O cliente não tolera risco quando está colocando faturamento e dados sensíveis na sua plataforma para vendas”, destaca o CEO da Digital Manager Guru, André Cruz.
Como funcionam plataformas Saas
Plataformas Software as a Service são um modelo em que o sistema é hospedado na nuvem e acessado pela internet, sem necessidade de instalação. O uso é feito por assinatura ou pagamento conforme a demanda, e o cliente paga pelo acesso ao serviço.
Na prática, uma plataforma de cobrança para SaaS opera em um modelo de receita recorrente, integrando meios de pagamentos eficientes, como um dos pilares fundamentais para o sucesso, retenção de clientes e escalabilidade do negócio.
De acordo com a Fortune Business Insights, o mercado de SaaS poderá atingir US$ 908,21 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 18,7. Já conforme a Statista, a receita no segmento de SaaS atingirá US$ 344 bilhões até 2027, com uma taxa de crescimento anual de 7,89%.
Os estudos confirmam que sistemas de pagamento automatizados e flexíveis não apenas agilizam a manutenção de fluxos de receita estáveis, reduzem a rotatividade e cumprem leis tributáveis locais e regulamentos de pagamento, mas também minimizam o churn, que é o cancelamento, seja voluntário ou involuntário.
Para Cruz, considerar a segurança necessária neste tipo de serviço inclui pensar em um erro comum: o excesso de complexidade para parecer moderno. “Buscar o ‘estado da arte’ sem necessidade aumenta risco, não reduz. O cliente não quer arquitetura sofisticada, quer estabilidade, disponibilidade e proteção.”
Segundo ele, segurança bem feita reduz churn, fortalece confiança e cria base sólida para escalar. “Quem trata segurança como detalhe técnico compete por preço. Quem trata como pilar estratégico constrói vantagem estrutural”, compara.
Cruz ressalta que uma plataforma de pagamento para SaaS não pode ser apenas um meio de cobrança. “Ela precisa funcionar como infraestrutura de receita, o que significa orquestrar toda a operação, conectando pagamentos, dados, integrações, automações e métricas em um único sistema. Precisa oferecer gestão robusta de recorrência, com controle de ciclos, recuperação inteligente de falhas e redução de churn involuntário.”
Tendências para as plataformas SaaS
Entre as tendências que já vêm sendo adotadas para plataformas Saas está o uso da Inteligência Artificial (IA) a fim de aprimorar os processos de gestão da equipe, reduzir a execução manual de tarefas, criar cronogramas eficientes, ajudar a gerenciar a carga de trabalho, promover e facilitar a comunicação.
Cruz faz um alerta quanto à segurança em tempos de IA. “O que vejo no mercado é muita velocidade sem fundamento. A IA acelerou a produção, mas também expôs fragilidades básicas de arquitetura e maturidade técnica. Segurança mal resolvida não é ‘efeito colateral da inovação’, é negligência.”
Outra tendência é a experiência personalizada, que se relaciona com o desempenho dos negócios, hábito de consumo dos clientes, prioridade máxima dos negócios. Além disso, as tendências incluem suporte omnichannel e multicanal, personalização orientada por dados e ciclos de feedback.
“Além disso, é preciso garantir previsibilidade financeira, com conciliação clara e visão real de indicadores como MRR e inadimplência. Também precisa ter robustez para escalar sem comprometer a estabilidade, além de permitir uma experiência de compra personalizável e integrada à stack do produto. No fim, SaaS maduro não busca apenas um gateway, busca controle, previsibilidade e segurança para crescer sem improviso”, destaca Cruz.
