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É hora de exigir!

Quem posará de “pai” da criança quando o que o ego se sobrepõe a qualquer coisa?

08/08/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Pergunta que não quer calar

Em entrevista ao jornalista Moacir Pereira, da NDTV, o senador Esperidião Amin (PP) foi questionado sobre tanta ênfase às obras de duplicação da BR-470, enquanto que pouco ou nada se fala sobre a BR-280. O jornalista insistiu na pergunta diante de respostas evasivas (não é novidade) do senador. Mas Amin limitou-se a dizer que “não vejo nenhuma objeção”, referência a recursos do Estado na obra: R$ 50 milhões contra R$ 200 milhões para a 470.

A 280 não é prioridade

Tudo o que temos publicado e cobrado de políticos que sempre aparecem em Jaraguá do Sul, um dos maiores colégios eleitorais de SC, atrás de votos, está condensado no que disse (ou não disse) o senador. Exceto um ou outro resmungo atrás da porta, não priorizam a BR-280, embora seja o único acesso terrestre para o porto de São Chico, um exportador de riquezas do Estado e do País. Aliás, por aqui o próprio PP do senador é um ausente crônico.

É hora de exigir!

“Por que nós, os 40 deputados, os 16 deputados federais, os três senadores, não mostramos para o ministro (da Infraestrutura) o que está acontecendo”? O discurso é do deputado Nilson Berlanda (PL), vice-presidente da Assembleia Legislativa, pela união das forças políticas contra os cortes de verbas para rodovias federais. Correto, mas o problema, em ano pré-eleitoral, é: quem posará de “pai” da criança quando o que o ego se sobrepõe a qualquer coisa?

Para onde vais?

Deputados da base aliada do governador Carlos Moisés (sem partido), fundamentais para aprovação da reforma da Previdência dos servidores estaduais na quarta-feira (4), agora pressionam para que ele defina seu futuro político até outubro. Querem saber em qual partido pretende se filiar e a que cargo eletivo se candidatará em 2022. Até porque também precisam definir seus próprios destinos. Mais ainda aqueles que são secretários estaduais.

Quem é que paga?

 O governo do Estado comemora sucessivos recordes em arrecadação de impostos. Mas, diga-se, arrancados do lombo de quem precisa de gasolina, óleo diesel e gás de cozinha, principalmente. Isso porque o reajuste na base de cálculo do ICMS, decretado no governo interino de Daniela Reinehr (a vice-governadora) e mantido por Carlos Moisés, provocou automático reajuste de preços. Pagamos 25% sobre combustíveis e 17% no gás da cozinha.

Moreira no BRDE

Cada um dos quatro Estados gestores do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul) podem indicar dois diretores. Agora mesmo, com as bênçãos do governador Carlos Moisés (sem partido) e do deputado Júlio Garcia (PSD), o ex-governador Pinho Moreira, do MDB (são amigos) deve ir para o BRDE, um banco público com sede em Porto Alegre. Salários ao redor de R$ 28 mil (valores de 2019).

Indicações são políticas

Por lá já passaram apaniguados do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB), como os ex-senadores Neuto de Conto e Casildo Maldaner (também ex-governador), Geovah Amarante (homem de confiança de LHS), o ex-governador Paulo Afonso Evangelista Vieira e Renato Viana, ex-deputado federal e ex-prefeito de Blumenau. Moisés já tem lá dois indicados seus que, excepcionalmente, são técnicos: Juliana Baldessar Weber Becker e Wagner Marcos Salai.

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