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Como a música afeta o cérebro? Pesquisa de alunas de Jaraguá do Sul é premiada em feira nacional
O que acontece no cérebro quando uma pessoa ouve diferentes estilos de música? Três alunas de Jaraguá do Sul transformaram essa pergunta em pesquisa e levaram o trabalho para uma feira científica com mais de 1,5 mil inscrições.
Lavínia Yara Morozini, Letícia Pinter e Maria Eduarda Silvério Leite, estudantes do Ensino Médio Integrado ao Técnico do Senac Jaraguá do Sul, conquistaram o Prêmio de Destaque, na categoria Promoção da Iniciação e Educação Científica, durante a XI Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC).
O reconhecimento veio com o projeto “Impacto da Música nas Áreas Cerebrais”, desenvolvido sob orientação dos professores Alexandre Debrum dos Santos e Márcio Rui de Oliveira.

Experimento analisou efeitos de diferentes estilos musicais
Para investigar os efeitos da música no cérebro e no organismo, as estudantes realizaram experiências com participantes expostos a diferentes gêneros musicais.
Durante os testes, elas observaram alterações na frequência cardíaca. Também analisaram as percepções dos participantes registradas por meio de desenhos. A proposta era investigar como diferentes gêneros podem provocar respostas distintas no organismo.
Segundo o professor Alexandre Debrum dos Santos, o trabalho também buscou aproximar a neurociência do público de maneira interativa.
“Parabenizo a garra e a determinação das nossas alunas, que buscaram superar os desafios e fazer o seu melhor para alcançar o objetivo”, afirmou.

Pesquisa de Jaraguá do Sul chegou à FEBIC
A XI FEBIC ocorreu entre os dias 14 e 18 de setembro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Joinville.
A feira reúne estudantes de diferentes níveis de ensino para apresentar pesquisas e compartilhar conhecimentos com a comunidade científica e educacional. Nesta edição, o evento recebeu mais de 1,5 mil inscrições.
Além da premiação, as estudantes tiveram contato com pesquisadores e projetos desenvolvidos em diferentes regiões brasileiras. Também participaram trabalhos de países como México, Colômbia e Paraguai.

Para Alexandre, esse contato amplia o repertório dos estudantes e favorece o intercâmbio acadêmico e cultural.
“Conquistarmos uma premiação diante de tamanha competitividade e qualidade dos trabalhos nos traz uma enorme alegria e demonstra que nosso papel de educadores está sendo executado com maestria”, afirmou.
Maria Eduarda Silvério Leite também destacou a experiência proporcionada pela feira.
“Foi muito gratificante estar entre tantos participantes e ter nosso projeto reconhecido como destaque. É muito bom perceber até onde podemos chegar com o auxílio dos professores e coordenadores”, disse.

