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Futsal: “Pisar na quadra em um momento tão importante é uma grande felicidade”, diz Ferrão

Foram só nove minutos que Ferrão ficou em quadra contra Croácia, pela segunda rodada da fase de grupos, mas esse retorno cauteloso já foi suficiente para ele sentir o clima dessa Copa do Mundo de Futsal. “A gente sofre muito mais quando está fora do que quando está na quadra, né? Quando a gente está fora é aquela sensação de impotência, de não poder ajudar, de querer ajudar e por algum motivo não pode, então ontem já tive a felicidade de poder jogar um pouco depois do desconforto que eu tinha”, afirmou. Ferrão sentiu um desconforto na posterior da coxa direita no primeiro amistoso contra o Uzbequistão, no segundo amistoso e na estreia da Copa do Mundo ele foi preservado.
Segundo o fisioterapeuta da Seleção Brasileira, Kleber Barbão, ele já estava apto a jogar. “No primeiro jogo contra o Uzbequistão, ele sentiu um desconforto na posterior de coxa direita, foi avaliado pelo médico e, consequentemente, direcionado ao setor da fisioterapia. Junto com o trabalho da preparação física nos últimos 10 dias, o Ferrão foi se recuperando e se mostrando cada vez mais apto a participar dos jogos. Ele foi relacionado já no jogo contra a Cuba e, no último jogo, o professor Marquinhos deu a oportunidade para ele ganhar minutagem. Cada vez ele estará mais preparado para ajudar o Brasil na Copa do Mundo”, explicou.

Ferrão foi para a preparação dos mundiais de 2012 e 2016, mas não ficou na lista final. Esteve na Copa do Mundo em 2021 na Lituânia, quando o Brasil ficou com o bronze depois de vencer o Cazaquistão por 4 a 2 na disputa pelo terceiro lugar. Agora, ele conta que é uma felicidade muito grande estar nesse mundial. “Pisar na quadra num momento tão importante e numa competição assim vestindo essa camiseta que é onde todo mundo acha que iria estar e nós temos o privilégio de vestir é uma grande felicidade. Para nós a Copa do Mundo não começou aqui, começou muito antes, em todo o ciclo, na preparação do Rio de Janeiro. Essa ambição de querer sempre mais, a gente demonstrou nos treinos e aqui a gente só colocou em prática nas primeiras partidas”, declarou. Ferrão, eleito três vezes melhor do mundo na modalidade, faz uma análise do que já conseguiu observar sobre a performance do Brasil nesse mundial.
“Desde o primeiro jogo a gente já viu, principalmente da nossa equipe, muita seriedade. Então, vendo de fora a primeira partida, tudo que a gente tinha treinado a gente conseguiu colocar dentro de quadra. Na segunda também, a gente sabe que vai ter jogos que vão ser um pouco mais difíceis, mas acho que a gente está preparado não só física e taticamente, mas também mentalmente, que esse jogo mental nessas competições às vezes é tão importante quanto o restante”, destacou. Embora ainda sentisse receio em alguns movimentos contra a Croácia, Ferrão viu seu retorno como um passo importante. “Foi bom entrar em quadra para soltar, para liberar, e no próximo jogo já tentar fazer mais os meus jogos explosivos, assim, para já entrar no clima, para, nos próximos jogos, já estar 100% ajudando a equipe da maneira que tem que ajudar”, finalizou.
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