Guia definitivo 2026 da Rota das Cachoeiras em Corupá: tudo o que você precisa saber
Curiosidades, nomes e como visitar a trilha mais famosa de Corupá. Salve esse guia!
Fotos: Divulgação/Rota das Cachoeiras de Corupá
A Rota das Cachoeiras, localizada em Corupá (SC), é um verdadeiro patrimônio natural da Mata Atlântica aqui da região. Com suas 14 quedas d’água e 5,8 km de percurso total, ela marcou gerações de visitantes, movimentou o turismo regional e se tornou um dos destinos mais emblemáticos do ecoturismo em Santa Catarina.
Fechada desde 2020, ela está prestes a viver uma nova fase – com mudanças estruturais, concessão à iniciativa privada e expectativa de reabertura entre 2026 e 2027.

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Neste guia completo, você encontra a história da trilha, os motivos do fechamento, o que está sendo feito para revitalizá-la, dicas práticas de visitação, os nomes e detalhes de cada cachoeira, alternativas enquanto o parque segue fechado e os impactos para quem vive em Corupá e região.

De parque municipal a joia da Mata Atlântica: a história da Rota
A trilha começou a ser explorada nos anos 1980 por moradores de Corupá. O trajeto foi aberto em meio à mata fechada do Vale do Rio Novo, revelando 14 cachoeiras sequenciais.
A região foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em 2002, batizada com o nome de Emílio Fiorentino Battistella, empresário ligado ao setor florestal.
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Ao longo dos anos, o local recebeu estruturas para visitação controlada – pontes, escadas e sinalização. Com isso, tornou-se a principal atração turística da cidade. A trilha ganhou fama por sua beleza cênica e biodiversidade rara: ali se encontram bromélias, orquídeas, figueiras centenárias, além de bugios, aves endêmicas e o raro lagarto verde Enyalius iheringii.
Por que a trilha está fechada há mais de 5 anos?
A trilha foi interditada em 2020, após dois eventos consecutivos: um ciclone-bomba que destruiu partes da estrutura e, na sequência, a pandemia de Covid-19. Mesmo com o passar dos anos, o parque não foi reaberto – e os motivos vão além dos danos causados por desastres naturais.

A falta de recursos para recuperação, entraves legais envolvendo a posse privada da área e a ausência de um modelo de gestão sustentável mantiveram o parque fechado.
Durante esse tempo, trilhas, pontes e corrimãos se deterioraram, aumentando os custos de revitalização. O acesso se tornou perigoso e o parque passou a demandar uma reforma completa para funcionar novamente.
O que está sendo feito para reabrir a Rota das Cachoeiras
Em 2023, a área foi oficialmente desapropriada pela Prefeitura de Corupá. Com isso, o município passou a ter a posse legal da Rota, o que permitiu buscar parcerias e investimentos.
Uma das ações mais relevantes foi o lançamento de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) em 2025, com apoio da InvestSC e do Instituto Semeia. O objetivo é conceder o parque à iniciativa privada por até 30 anos.

Essa nova fase prevê um modelo de concessão com metas claras de conservação ambiental, infraestrutura moderna e operação financeiramente sustentável. Além disso, em 2025 o parque foi elevado a unidade de conservação estadual, o que garante proteção legal mais robusta e facilita a captação de recursos. A expectativa oficial é que, entre 2026 e 2027, a Rota possa ser reaberta ao público.
Como chegar e o que esperar da trilha
A Rota das Cachoeiras fica a cerca de 7 km do centro de Corupá, com acesso pela SC-110, sentido São Bento do Sul. A entrada oficial (quando ativa) contava com estacionamento, recepção e estrutura de apoio. A trilha completa possui 5,8 km (ida e volta) e um desnível de 600 metros, passando por mata densa, pontes, mirantes e trechos com degraus.

O percurso é considerado de dificuldade moderada: exige certo preparo físico, mas é acessível para a maioria dos visitantes que respeitam o ritmo da caminhada. Antes do fechamento, o trajeto levava cerca de 4 a 5 horas para ser concluído, com pausas nas cachoeiras e mirantes.
O que levar (e o que evitar) ao visitar a Rota
Quem pretende visitar a Rota, assim que ela reabrir, deve se preparar como para uma trilha de ecoturismo exigente. Calçados fechados, com solado antiderrapante, são indispensáveis. Leve também:
- Água (mínimo 1,5 litro por pessoa)
- Lanche leve
- Protetor solar e repelente
- Roupas leves e capa de chuva
- Mochila pequena
- Sacola para lixo
Evite objetos de valor, caixas de som, bebidas alcoólicas ou plásticos descartáveis. Drones poderão ter restrições. Fogueiras e alimentação dentro da mata são proibidas, conforme regras de manejo.

As 14 cachoeiras da trilha, uma a uma
O grande atrativo da Rota é a sequência de 14 cachoeiras ao longo do Rio Novo. Abaixo, listamos todas, em ordem de visitação:
1. Cachoeira do Suspiro – distância 100m

2. Cachoeira Banheira – distância 400m

3. Cachoeira Três Patamares – distância 600m

4. Cachoeira Pousada do Café – distância 800m

5. Cachoeira Repouso – distância 950m

6. Cachoeira Remanso Grande – distância 1100m

7 e 8. Cachoeira Confluência – distância 1300m

9. Cachoeira Corredeiras – distância 1400m

10. Cachoeira Tombo – distância 1500m

11. Cachoeira do Palmito – 1600 m

12. Cachoeira Supresa – distância 1700m

13. Cachoeira Boqueirão
14. Cachoeira do Salto Grande – a maior de SC com cerca de 125m de altura, distância 2900m

Mapa do local
Curiosidades que mostram a grandeza da Rota
- A trilha realizada na Rota das Cachoeiras é chamada de Trilha Passa Águas
- O tempo médio para uma caminhada de segurança é de quatro horas.
- 5,8 km de trilha (ida e volta)
- Desnível acumulado: 600m
- A 14ª cachoeira (Salto Grande) é a maior de Santa Catarina, com 125 metros.
- A trilha Passa Águas tem 2.900 metros de extensão por dentro da mata.
- Pessoas com dificuldade de locomoção conseguem acessar até a primeira cachoeira.
- A reserva tem 1.156,33 hectares de Floresta Atlântica preservada.
- Estrutura original: estacionamento, banheiros com chuveiro, churrasqueiras e lanchonete.
- Mais de 40 mil visitantes por ano antes do fechamento
- Tinha cerca de 1.400 visitantes em dias de pico
Alternativas de trilhas e cachoeiras enquanto a Rota está fechada
Mesmo com a trilha principal interditada, Corupá oferece outras opções naturais:
- Parque do Braço Esquerdo – trilhas, cachoeiras e camping
- Gruta da Santa – apelo ecológico e religioso
- Parque Beira-Rio – lazer à margem do Itapocu
- Seminário Sagrado Coração de Jesus – passeio de fé perto da natureza
- Cachoeira do Salto Pilão (Jaraguá do Sul) – acesso fácil e poço natural

Quem visitou, amou
Amanda M. – Rio de Janeiro
“Eu amei este passeio. Comecei a trilha às 10h e só terminei às 15h, caminhei com calma, tirando muitas fotos. Entrei na cachoeira permitida. Uma pena que as outras não podem. A última é linda e compensa o esforço. Estrutura ótima, com acesso até para crianças. Só um detalhe: o ingresso era vendido no mercado Fossile, não no parque.”
Vane Nery – São José dos Pinhais
“Caminhada longa, mas compensa cada minuto. São 14 cachoeiras, todas lindas – umas mais que outras, rs. Fizemos em janeiro, tempo ótimo. Leve lanche e água! A última cachoeira é incrível. Renova as energias e rende muitas fotos.”
Cleber K. – Francisco Beltrão
“Um lugar espetacular. As cachoeiras fazem jus às Cataratas do Iguaçu. A trilha é puxada, vá cedo para conseguir estacionamento. Ingressos na cidade, caminho bem sinalizado. Há corrimãos, pontes, locais de descanso e 14 quedas fabulosas!”
Como chegar?
Do Centro de Jaraguá do Sul até a entrada da Rota das Cachoeiras são aproximadamente 44 quilômetros de distância.
Como isso impacta sua vida?
A Rota das Cachoeiras é um ativo natural, histórico, econômico e afetivo para Corupá e o Vale do Itapocu. Sua reabertura representa não apenas a retomada do turismo ecológico, mas a chance de reposicionar a cidade como destino de natureza, gerar empregos, fortalecer a identidade local e educar ambientalmente novas gerações.
Max Pires
Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.