Saúde

Instituto Santé assume gestão do Santo Antônio em junho

O Instituto Santé é uma OS (Organização Social) que fará a gestão do Hospital Santo Antônio a partir de junho

17/05/2019

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O Instituto Santé passa a administrar o Hospital Santo Antônio, de Guaramirim, a partir de 1º de junho, mas o atendimento continua cem por cento SUS e poderá atender particulares e futuramente também os conveniados. O contrato foi assinado na manhã de ontem (16), no Hospital, com a presença do prefeito Luís Antônio Chiodini, do presidente do Instituto que tem sede em Florianópolis, Tércio Paulo Kasten, do vice-presidente Hilário Dallmann, do diretor-executivo Jeferson Gomes, do secretário de Saúde Marcelo Deretti e do atual gestor, Jackson Testoni. A Prefeitura via Fundo Municipal de Saúde, vai repassar mensalmente R$ 948 mil para pagamento dos profissionais vinculados à instituição e parte desse recurso é para remunerar o Instituto Santé, mas está incluída a realização de 80 cirurgias eletivas, 500 exames de ultrassom e 750 exames de raios-x por mês.

No ato da assinatura foi apresentado o novo gestor, Valmor Busnello, gaúcho de Erechim, com experiência de mais de 30 anos na área hospitalar. O Instituto Santé é mantido por três entidades vinculadas aos hospitais filantrópicos de Santa Catarina, especializada em gestão e com equipe técnica multidisciplinar com grande conhecimento no setor da saúde. O Santo Antônio é a sétima instituição que o Santé administrará no Estado. Para a comunidade, não muda nada. O atendimento continuará via SUS como até hoje e será aberta oportunidade para a entrega de serviços para particulares e convênios. Os resultados positivos eventuais serão reaplicados no próprio hospital. Uma conta bancária própria será aberta com o CNPJ próprio para comprovar a transparência e tudo o que for adquirido no período de 60 meses, que é a vigência do contrato, ficará no hospital.

Contrato é de 60 meses e comissão fará o acompanhamento

O Instituto Santé é uma OS (Organização Social) que fará a gestão do Hospital Santo Antônio a partir de junho. O prefeito Luís Antônio Chiodini explicou que em duas oportunidades foi tentada a contratação de uma empresa gestora, mas somente agora está se concretizando. Segundo ele, com a vinda do Santé a prioridade é aumentar o leque de serviços e benefícios à comunidade, dando sustentabilidade financeira ao hospital. “Essa sempre foi a minha preocupação”. O contrato com o Instituto será renovado anualmente, até completar cinco anos, inicialmente. Haverá um acompanhamento por uma comissão de avaliação e fiscalização para verificar se as metas contratuais foram cumpridas, envolvendo representantes dos setores não governamentais, do Conselho de Saúde, da gestão do hospital e da OS.

Todo atendimento continuará pelo SUS, mas existe expectativa de prestar serviços para particulares, convênios e planos de saúde, para utilização da estrutura existente, em especial do centro cirúrgico que conta com três salas para os procedimentos. O presidente do Instituto Santé, Tércio Kasten, considera muito boa à estrutura do estabelecimento, comparada de quando a conheceu, há cerca de 10 anos. “Melhorou muito, está bem conservado e cuidado”, elogiou. “Queremos prestar um bom serviço para a comunidade”, completou.

Reativação da maternidade está descartada

O Hospital Santo Antônio, mesmo com a nova gestão, continuará sem a maternidade. O vice-presidente do Instituto Santé, Hilário Dallmann, disse que é muito oneroso manter uma maternidade pela quantidade de crianças que nascem em Guaramirim. A referência continuará sendo Jaraguá do Sul, que conta com equipe multidisciplinar e também com unidade de tratamento intensivo, em caso de necessidade. O prefeito Luís Antônio Chiodini explicou que o custo para manter uma maternidade, com equipe de profissionais às 24 horas do dia ficaria em torno de R$ 300 mil mensais. “Não dá para bancar isso, não existem recursos. As crianças vão continuar nascendo nos hospitais de Jaraguá, mas a naturalidade, por opção dos pais, poderá ser Guaramirim, onde moram as famílias, como determina a legislação dos registros públicos”, observou.

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