Você nunca viu Jaraguá do Sul assim: histórias raras ganham vida pelas mãos de ilustrador
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Você nunca viu Jaraguá do Sul assim: histórias raras ganham vida pelas mãos de ilustrador

Max Pires

/ Por Max Pires

As crônicas de Jaraguá do Sul agora têm rosto: ilustrações raras revelam um lado simbólico e emocionante da cidade.

As ilustrações do artista jaraguaense Roberto Lanznaster, produzidas para o livro “Crônicas Deliciosas de Jaraguá – Coletânea Histórica – 1911–2025”, dão vida a memórias raras e pouco conhecidas da cidade. Inspiradas em crônicas antigas, suas obras transformam relatos históricos em imagens cheias de simbolismo, fantasia e emoção.

O poder da imagem na história da cidade

Mais do que complementos ao texto, as ilustrações de Lanznaster se tornaram protagonistas do projeto. Elas mostram que a memória jaraguaense não é feita apenas de fatos, mas também de sentimentos, mitos e olhares poéticos. Ao recriar cenas como a subida ao Topo do Morro Jaraguá descrita em 1911, o artista inseriu elementos mitológicos e surrealistas, aproximando passado e imaginação em uma mesma tela.

Cada desenho se transforma em um convite para revisitar Jaraguá sob novas perspectivas. O leitor não encontra apenas registros documentais, mas interpretações visuais que ampliam o impacto das histórias, reforçando o valor simbólico da cidade.

Um processo criativo único

Segundo Lanznaster, o maior desafio foi evitar um trabalho puramente técnico. As crônicas de Militão Augusto Pôncio de Oliveira, por exemplo, misturam lembranças da mãe do autor sobre os primeiros anos da colonização, causos populares e lendas indígenas. “O risco era cair no documental. Busquei recriar as cenas com fidelidade, mas sem perder a atmosfera subjetiva que o livro pede”, explica o ilustrador.

Esse método resultou em imagens que unem realidade e fantasia, revelando a riqueza cultural da cidade e dando uma nova vida a vozes que marcaram sua formação.

A cidade real e a cidade imaginada

Durante o trabalho, Lanznaster percebeu que Jaraguá sempre foi narrada não apenas como espaço físico, mas também simbólico. “Os cronistas projetavam mitos, sentimentos e memórias sobre o cotidiano, e esse olhar poético ajudou a moldar a identidade jaraguaense tanto quanto os fatos históricos”, destaca.

Para ele, as crônicas e as ilustrações revelam que a transformação de Jaraguá não aconteceu apenas na paisagem urbana. Ela também esteve presente na maneira de contar sua própria história, sempre acompanhada de uma nostalgia por um passado idealizado.

O impacto para o leitor

Mais do que resgatar lembranças, as ilustrações de Lanznaster despertam no público a sensação de pertencimento. “Espero que percebam que a memória da cidade vai além de documentos e registros. As imagens oferecem outra forma de revisitar Jaraguá e reforçar a memória coletiva”, afirma. Para o artista, se tivesse que resumir a cidade em uma única cena, seria a do Topo do Morro Jaraguá, símbolo concreto e imaginado da história local.

Como isso impacta sua vida?

As imagens inéditas mostram que a memória de Jaraguá do Sul pode ser revivida e reinterpretada a cada geração. Ao unir arte e história, a obra aproxima moradores de suas raízes, oferecendo não apenas lembranças, mas também novas formas de enxergar a cidade. Para quem vive em Jaraguá, cada ilustração é uma oportunidade de redescobrir a própria identidade cultural.

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