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MDB no arame

Na Assembleia Legislativa a bancada de nove deputados, que livrou a cara do governador nos dois processos de impeachment, lhe dá apoio incondicional.

17/08/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Há razões palpáveis para se acreditar que lideranças do MDB proponentes da eleição prévia para indicar o candidato a governador em 2022, tenham se convencido de que deram um tiro no próprio pé.

No governo de Carlos Moisés (sem partido) o MDB ocupa cargos estratégicos, um deles a secretaria da Educação onde o deputado licenciado Luiz Fernando Vampiro é o titular. Na Assembleia Legislativa a bancada de nove deputados, que livrou a cara do governador nos dois processos de impeachment, lhe dá apoio incondicional.

Com Moisés?

Afinal, cinco meses depois de anunciar uma eleição prévia com seus 185 mil filiados para indicar o candidato a governador (processo adiado) pode-se dizer que o MDB vai disputar como cabeça de chapa?

A recente indicação de Moisés (coluna de 8/8/2021) para que o ex-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB/Criciúma) ocupe diretoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul é mais um indicativo de que o partido pode compor com o governador. Aliás, não demora e deputados vão convidar Moisés para se filiar ao MDB.

Apoio sem impacto

E, mais: o apoio declarado do MDB de Joinville à candidatura do prefeito Antidio Lunelli foi liderado pelo ex-prefeito e amigo Udo Döhler, politicamente desgastado. E não é resultado de uma consulta aos filiados. Udo fez parte do conselho consultivo montado pelo prefeito de Jaraguá do Sul para opinar na tomada de ações e projetos de maior impacto.

Lunelli, mesmo com sua boa bagagem de gestor público, é apenas um forasteiro para o grupo elitizado do MDB. Ao contrário do senador Dario Berger e do deputado Celso Maldaner.

Raízes em SC?

O governador de São Paulo, João Dória Jr., pré-candidato a presidente da República, esteve em Florianópolis reunido com lideranças tucanas regionais (o PSDB catarinense não tem um nome sequer estadualizado). E, numa tentativa de angariar simpatia do eleitorado, disse que tem raízes em SC porque sua mulher, Bia Bettanin Dória, nasceu em Pinhalzinho, Oeste do Estado. Parte da minha alma e parte do meu coração está aqui, nessa boa terra catarinense”. Haja!

Roça e paçoquinha

Por aqui já temos pretendentes ao governo do Estado que alegam, entre outros predicados, suas origens “na ROÇA”. Um outro discursa dizendo que vendeu paçoquinha, quando menino, para ajudar nas despesas de casa.

Ora, senhores, o eleitor está se lixando para tais “qualidades”. O eleitor está interessado, mesmo, é na capacidade de fazer, com honestidade e extremo zelo pelo dinheiro público.

Com efeito retroativo

Pelo menos 48 mil professores, entre ativos, aposentados e temporários serão beneficiados com a Proposta de Emenda Constitucional aprovada pela Assembleia Legislativa e que deverá ser promulgada pela Mesa Diretora ainda nessa semana.

A proposta apresentada pelo governador Carlos Moisés (sem partido) estabelece três faixas de remuneração mínima. A primeira, de R$ 3,5 mil, para os professores com formação em nível médio, na modalidade Normal.

A segunda, de R$ 4 mil, para quem tiver graduação com licenciatura curta. A terceira, de R$ 5 mil, atingirá professores com graduação em licenciatura plena ou graduação em Pedagogia, incluindo os pós-graduados. Os valores são retroativos a 1º de fevereiro deste ano.

Audiência em Brasília

Governador Carlos Moisés (sem partido) segue para Brasília hoje (17) onde participa de audiência com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas sobre a destinação dos R$ 350 milhões que o Estado ofereceu ao governo federal para obras em rodovias federais. A grande discussão trava-se sobre investimento de R$ 200 milhões no trecho em duplicação das BR-470, de Navegantes a Gaspar. O ministro quer fatiar o dinheiro.

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