Museu WEG vence prêmio de inovação com projeto de estágio que une ciência e memória
| Divulgação/Museu WEG

Museu WEG vence prêmio de inovação com projeto de estágio que une ciência e memória

Gabriela Bubniak

Publicada em 04/09/2026 / Por Gabriela Bubniak

A preservação de documentos históricos exige conhecimento técnico para evitar que o tempo apague parte da memória de uma instituição. Em Jaraguá do Sul, o Museu WEG criou um programa de estágio que aproxima estudantes da área de Química de desafios reais da conservação de acervos e conquistou reconhecimento estadual pela iniciativa.

O projeto recebeu o primeiro lugar na categoria Estágio Inovador do Prêmio IEL de Talentos. A premiação ocorreu em 2 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, durante o IEL Summit.

Troféus do Prêmio IEL de Talentos durante cerimônia de premiação em Santa Catarina
Foto: FIESC

Estágio conecta formação técnica e preservação histórica

O programa é desenvolvido em parceria com estudantes do Curso Técnico Integrado em Química do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A proposta é aplicar conhecimentos aprendidos em sala de aula em atividades ligadas à conservação preventiva de documentos e objetos históricos.

No Museu WEG, os estagiários participam de etapas como diagnóstico, higienização, catalogação e acondicionamento de documentos. As atividades são realizadas em laboratório equipado e contam com ferramentas de gestão de acervos museológicos.

A formação também envolve visitas técnicas a instituições de referência, cursos on-line, consulta a manuais técnicos e normas da área, além da troca de conhecimento com pesquisadores e especialistas.

Projeto incentiva estudantes a criar soluções

Um dos diferenciais do estágio é o espaço dado para que os alunos identifiquem problemas técnicos, proponham alternativas, realizem testes e registrem os resultados obtidos.

Entre os desafios trabalhados está a desacidificação do papel, processo relacionado à redução da deterioração de documentos históricos. A atividade permite que conceitos de Química, como Físico-Química e Segurança do Trabalho, sejam aplicados dentro da rotina museológica.

A iniciativa também aproximou o Museu WEG do Grupo de Pesquisa em Macromoléculas e Interfaces (GPMIN), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ampliando a ligação entre pesquisa científica e conservação de acervos.

fachada do Museu WEG em Jaraguá do Sul vista da rua
Foto: Divulgação/Museu WEG

Outros reconhecimentos da WEG no Prêmio IEL de Talentos

Além do Museu WEG, outras áreas da empresa também receberam premiações nesta edição.

A WEG Tintas foi reconhecida na categoria Inova Talentos, modalidade Projeto Inovador, pelo trabalho “Tinta em Pó para MDF: uma solução ultrabaixa cura e de alta Desgaseificação”.

Já a WEG Motores conquistou o primeiro lugar na categoria Inova Talentos, modalidade Artigo Inovador, com o trabalho “Arquitetura para Análise de Documentos Técnicos Industriais com Inteligência Artificial Generativa”.

Como isso impacta sua vida?

O reconhecimento do Museu WEG mostra como a formação técnica pode ultrapassar os limites da sala de aula e ajudar a preservar parte da história de Jaraguá do Sul. Para quem visita museus ou tem interesse pelo patrimônio da cidade, iniciativas como essa ajudam a manter documentos e registros históricos disponíveis para as próximas gerações.

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