Cotidiano | 01/09/2025 | Atualizado em: 01/09/25 ás 11:03

Hospital no litoral catarinense registra dois partos raros em menos de 48h

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Hospital no litoral catarinense registra dois partos raros em menos de 48h

Foto: Divulgação/Hospital Marieta Konder Bornhausen

Dois bebês nasceram empelicados no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, em um intervalo de apenas 48 horas. O fato chamou a atenção da equipe médica e emocionou os familiares, que presenciaram momentos considerados raros na obstetrícia.

Os dois partos ocorreram por cesárea e envolviam gestações de gêmeos idênticos. Em ambos os casos, o segundo irmão nasceu com a bolsa amniótica intacta, uma condição incomum, principalmente nesse tipo de procedimento.

Bebês empelicados e emoção à flor da pele

Bebê recém-nascido empelicado ainda dentro da bolsa amniótica durante cesariana em hospital de Santa Catarina
Foto: Divulgação/Hospital Marieta Konder Bornhausen

O primeiro parto aconteceu na terça-feira, 26 de agosto, quando os gêmeos Henry e Antony nasceram. Antony foi o segundo a sair, completamente empelicado, ou seja, ainda envolto pela bolsa amniótica. A cena foi tão marcante que o pai, Paulo Henrique Coelho, desmaiou de emoção na sala de parto. Enquanto o primeiro filho nasceu normalmente, ao ver o segundo sair empelicado, ele não aguentou a emoção e precisou ser atendido pela equipe.

A mãe, Caroline Ferreira Samenezes, já tinha a intuição de que um dos filhos poderia nascer empelicado. Ela descreveu o momento como “bem lindo” e afirmou que ver um dos bebês completamente envolto na bolsa amniótica foi emocionante e um sinal de cuidado especial.

Já na quinta-feira, 28 de agosto, a cena se repetiu: os gêmeos Miguel e Isaque nasceram, e novamente o segundo irmão, Miguel, veio ao mundo empelicado. O pai, Jonathan Zasnieski, que é bombeiro, afirmou que nunca tinha presenciado esse tipo de nascimento, mesmo com sua experiência em resgates. Para ele, foi um momento indescritível, reforçado pelo suporte e comunicação da equipe durante o parto.

Por que é um caso raro?

Segundo a médica residente Luiza Gallina, que acompanhou os dois partos, esse tipo de nascimento é incomum em cesarianas. Geralmente, a bolsa se rompe antes ou durante a cirurgia, o que não aconteceu nesses casos. Ela explicou que as duas gestações eram do tipo mono/di, em que os gêmeos são idênticos e compartilham a mesma placenta, mas se desenvolvem em bolsas separadas.

O hospital realiza, em média, 400 partos por mês, o que reforça a raridade de dois casos semelhantes ocorrerem em tão pouco tempo.

Como isso impacta sua vida?

Embora raros, os partos empelicados são um lembrete da singularidade de cada nascimento e da emoção que envolve a chegada de uma nova vida. O caso mostra também a importância do preparo das equipes médicas e do acolhimento emocional das famílias em momentos tão marcantes.

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Maria Eduarda Günther

Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.

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