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Perfil da população idosa de Jaraguá do Sul é levantado por meio de pesquisa

As entrevistas estão sendo feitas por telefone e 900 idosos já responderam ao questionário

28/07/2021

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Perfil da população idosa de Jaraguá do Sul é levantado por meio de pesquisa

A secretaria de Assistência Social e Habitação e Conselho Municipal dos Direitos do Idoso de Jaraguá do Sul, em parceria com o Instituto Anima Unisociesc, está desenvolvendo uma pesquisa que tem como objetivo traçar o perfil dos idosos residentes no município, com recursos do Fundo Municipal do Idoso.

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As entrevistas estão sendo feitas por telefone e 900 idosos já responderam ao questionário. Mas, segundo o coordenador do projeto, Tiago Souza dos Santos, ainda há muito trabalho pela frente. “As entrevistas estão ocorrendo e é muito importante que a pessoa idosa que receber nossa ligação participe da pesquisa, respondendo às perguntas que serão feitas”, informa.

Pelos dados já obtidos, os pesquisadores já sabem que 70% dos idosos de Jaraguá do Sul, contatados até agora, não nasceram aqui. Os homens, continuam chegando no mesmo fluxo desde os anos 1970, já as mulheres, a maior parte chegou aqui na década de 70 e 80.

A maioria mora apenas com o cônjuge (42,6%), sozinhos são a minoria (11,2%). De acordo com os pesquisadores, esses dados são semelhantes a países desenvolvidos e indicam que os idosos mantém um nível bom de capacidade funcional e independência, entretanto, o índice de idosos que precisam de cuidador é de 8,6%, ou seja, praticamente um a cada 10 idosos não consegue fazer tudo sozinho, sendo dependente de alguém para realizar as suas atividades diárias.

Buscam atendimento de saúde na rede pública 70% dos entrevistados e somente 23% têm plano de saúde. O acesso a medicamentos se dá via unidade básica de saúde, mas também, via farmácias comerciais. Apenas 10% relatam usar o programa da farmácia básica e 5,6%, farmácia especializada.

Usam medicamentos contínuos 86,2% dos idosos; 29% deles gastam entre R$ 100 e R$ 300 por mês; 12% gastam entre R$ 300 e R$ 500 e 5,5% gastam entre R$ 500 e mil reais.

Gastos com saúde e habitação consomem a maior parte da renda dos idosos que ganham até um salário mínimo, já entre os que ganham mais, alimentação representa o gasto maior.

 

Levantamento vai até setembro e abrange 10% dos idosos

 

O diagnóstico do idosos deve ser entregue até o mês de setembro e segundo o secretário de Assistência Social e Habitação, André de Carvalho Ferreira, há uma grande expectativa quanto aos números finais da pesquisa. “Para a Secretaria será fundamental o resultado deste diagnóstico, pois teremos informações mais claras acerca das demandas relacionadas a eles e, assim, poderemos ter políticas públicas bastante assertivas em relação aos idosos”, pontua.

O levantamento inédito envolve uma amostra de 10% das 17.325 pessoas com mais de 60 anos da cidade, seguindo o cadastro do sistema Olostech, base 2020. O projeto inicial envolve 958 mulheres (55,32%) e 774 homens (44,67%). A pesquisa iniciou em agosto de 2020.

O entrevistador, ao contatar o idoso, não solicita dados relacionados a conta bancária, CPF ou quaisquer números de documentos pessoais.

Dados levantados até agora já dão indicativos da real situação

 

} A complicação de saúde mais comum entre os idosos afeta o sistema cardiovascular, com 65,6% apresentando tal problema; em seguida, estão as doenças osteomioarticulares (26,7%) e diabetes (25,4%). Estas três grandes complicações afetam principalmente idosos que não são praticantes de atividade física, principalmente os homens. Dentre os praticantes, mais de 60% não relata problemas de saúde; já entre os sedentários, este índice baixa para 40%.

 

} O público mais comum em todos os equipamentos públicos voltados para a saúde é o feminino: academias de saúde 72% e grupos de idosos 74%, mostrando que o homem idoso tem mais resistência ou não tem interesse em procurar tais espaços.

 

} 12,7% dos idosos já sofreram algum tipo de violência durante a vida, 9,4% sofreram quando idoso.

 

} Casos de violações contra os direitos dos idosos aumentaram nos anos de 2019 e 2020 e afetam principalmente os idosos do sexo masculino; dentre as violações mais comuns estão os furtos, estelionato e ameaças.

 

} A mulher idosa é a maior vítima de violência doméstica (7x mais que os homens). Dentre as mulheres, faixa etária que mais sofre violência é justamente a mais jovem, entre 60 e 65 anos. Dos casos de violência doméstica contra mulher, boa parte é cometida pelo próprio marido.

 

} Dentre os homens, os casos registrados (apenas um em 2019 e cinco em 2020) foram contra idoso acima dos 72 anos.

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