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Pesquisadores da USP criam enzima menos agressiva para tratar leucemia

Além de ajudar no tratamento, a professora lembra que a nova enzima também permitirá a fabricação de medicamentos mais baratos e, consequentemente, mais acessíveis para a grande população

03/04/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Pesquisadores da USP criam enzima menos agressiva para tratar leucemia

Boas novas para a nossa medicina! Um grupo de pesquisadores da USP conseguiu desenvolver uma enzima menos agressiva que fará muita diferença para os pacientes com leucemia linfoide aguda (LLA). A enzima asparaginase, já é a base para os medicamentos que tratam a LLA. No entanto, ela causa alguns efeitos colaterais, bem agressivos, deixando o paciente bastante debilitado.

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O grupo então reformulou a composição da enzima e criou uma versão da asparaginase que não agride tanto o sistema imune de pacientes com a doença. O estudo foi publicado na revista Science Direct.

Avanço importante

Para a professora do departamento de tecnologia e bioquímico-farmacêutica da FCF, Gisele Monteiro,  essa nova versão da asparaginase fará muita diferença nos tratamentos a partir de agora. Ela explica que, apesar de eficientes, os medicamentos para o tratamento da LLA podem causar efeitos que irritam o sistema imune.

“Em alguns casos, podem provocar choque anafilático ou necessitar a interrupção do seu uso no tratamento”, ressalta.

Com a nova enzima, o tratamento é facilitado, principalmente em pacientes mais jovens.

Menor custo

Além de ajudar no tratamento, Gisele lembra que a nova enzima também permitirá a fabricação de medicamentos mais baratos e, consequentemente, mais acessíveis para a grande população.

Hoje, segundo dados da USP, o tratamento contra LLA é eficaz em 90% dos casos, mas a taxa de abandono – muitas vezes pela falta de medicamento no SUS – compromete a cura e pode levar o paciente ao óbito.

Gisele conta que somente no Brasil, temos cerca de 10 mil casos de abandono de tratamento por ano. A iniciativa coordenada pela professora Gisele envolveu pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. O início foi em 2014 e a publicação no ano passado.

Fonte: SóNotíciaBoa

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