Cotidiano | 24/06/2026 | Atualizado em: 03/07/26 ás 18:28

Qual o melhor aquecedor elétrico para comprar no inverno? Veja 4 tipos e quais são os mais econômicos

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Qual o melhor aquecedor elétrico para comprar no inverno? Veja 4 tipos e quais são os mais econômicos

Foto: Arte JDV/IA

O frio se instalou de vez em Santa Catarina e muita gente já começou a procurar aquecedores elétricos para enfrentar o ar gelado dentro de casa. Mas na hora de pesquisar opções e valores, surgem as dúvida sobre qual aparelho realmente vale a pena comprar.

E a diferença entre eles vai muito além do preço. Alguns modelos aquecem rapidamente, mas podem consumir bastante energia se ficarem ligados por muitas horas. Outros demoram mais para esquentar o ambiente, porém conseguem manter o calor por mais tempo e ter um consumo mais equilibrado no uso contínuo.

Antes de comprar, entender como funciona cada tipo de aquecedor ajuda a escolher o modelo mais adequado para cada ambiente da casa e evitar surpresas na conta de luz durante o inverno. Separamos as principais informações que você precisa saber sobre cada um. Confira!

Termoventilador

O termoventilador costuma ser a porta de entrada para quem procura um aquecedor elétrico. Ele é um dos modelos mais vendidos justamente porque une preço acessível, tamanho compacto e aquecimento rápido.

O funcionamento é simples: o aparelho puxa o ar do ambiente, aquece esse ar com uma resistência interna e depois o espalha novamente usando uma ventoinha. Isso faz com que o calor seja sentido rapidamente, principalmente em ambientes pequenos, como quartos e escritórios.

Outro ponto que ajuda na popularidade desse modelo é a versatilidade. Muitos aparelhos também funcionam como ventilador no verão, o que acaba aumentando o custo-benefício para quem mora em regiões onde o calor também aparece forte em parte do ano.

Termoventilador branco ligado em sala de estar durante período de frio
Foto: Banco de Imagem/Freepik

Por outro lado, o termoventilador também tem limitações importantes. O ventilador interno gera ruído constante, algo que pode incomodar. Além disso, ele costuma ressecar bastante o ar, o que pode piorar sintomas de rinite, bronquite e irritações na garganta.

No consumo de energia, ele não é exatamente o mais econômico. Como normalmente trabalha com potências entre 1.500 W e 2.000 W, o gasto aumenta bastante se o aparelho ficar ligado por várias horas seguidas.

Um dos modelos mais vendidos da Amazon, o Britânia AB1100N reúne duas opções de aquecimento, função ventilador, proteção contra superaquecimento e ajuste de inclinação vertical.

Onde comprar: Amazon.

Termoventilador Britânia branco com dois níveis de aquecimento para ambientes pequenos
Foto: Divulgação/Britânia

Aquecedor cerâmico

O aquecedor cerâmico funciona de forma parecida com o termoventilador, mas com uma diferença importante: o calor passa por placas de cerâmica que conseguem reter temperatura por mais tempo.

Na prática, isso deixa o aquecimento mais estável e reduz parte do desperdício de energia. O ambiente permanece aquecido por mais tempo, mesmo quando o aparelho reduz a intensidade ou desliga temporariamente pelo termostato.

Esse modelo também costuma ser mais silencioso e menos agressivo para o ar do ambiente. Por isso, acabou ganhando espaço em apartamentos e quartos onde o aparelho permanece ligado por períodos maiores.

Aquecedor cerâmico Mondial em sala de estar aquecendo ambiente interno no inverno
Foto: Divulgação/Mondial

Outra vantagem é a sensação de conforto térmico mais uniforme. Enquanto alguns aquecedores esquentam apenas a região próxima ao aparelho, os modelos cerâmicos conseguem distribuir melhor o calor em ambientes pequenos e médios.

O principal ponto negativo ainda é o preço. Em geral, eles custam mais do que os termoventiladores tradicionais. Mesmo assim, muita gente acaba optando pelo investimento maior justamente pelo equilíbrio entre conforto, ruído e consumo de energia.

O modelo cerâmico da Mondial aparece como “Escolha da Amazon” e chama atenção pelo funcionamento mais silencioso, aquecimento rápido e sistema de desligamento automático em caso de queda. Também ajuda a circular e desumidificar o ar do ambiente.

Onde comprar: Amazon.

Aquecedor cerâmico Mondial Termo Ceramic prata e preto com sistema de aquecimento silencioso
Modelo cerâmico da Mondial aparece entre os mais procurados para uso contínuo no inverno | Foto: Divulgação/Mondial

Aquecedor a óleo

Apesar do nome, o aquecedor a óleo também utiliza energia elétrica. O diferencial está na forma como ele armazena e distribui o calor. Dentro do aparelho existe um óleo especial que é aquecido por resistências internas. Esse óleo mantém a temperatura por muito mais tempo, fazendo com que o aparelho continue irradiando calor mesmo depois de desligado.

Na prática, isso significa que ele demora mais para começar a aquecer o ambiente, mas depois consegue manter o quarto quente por muito mais tempo sem precisar trabalhar continuamente na potência máxima.

É justamente por isso que os modelos a óleo costumam aparecer entre os mais econômicos para quem pretende usar o aquecedor durante várias horas seguidas, especialmente à noite.

Mulher trabalhando em casa com aquecedor a óleo ligado em ambiente interno
Foto: Banco de Imagem/Freepik

Outro ponto positivo é que eles ressecam menos o ar. Isso faz bastante diferença para quem sofre com alergias respiratórias ou sente desconforto na garganta durante o inverno.

Mas existem desvantagens importantes. Os aquecedores a óleo são maiores, mais pesados e normalmente mais caros. Alguns modelos passam facilmente dos R$ 500 e podem chegar perto de R$ 1 mil dependendo da potência e da marca.

Entre os modelos a óleo, o Britânia BAQ1720B aparece como uma opção com bom custo-benefício para uso contínuo. Possui três níveis de potência, funcionamento silencioso e rodinhas para facilitar a movimentação pela casa.

Onde comprar: Amazon.

Aquecedor a óleo Britânia BAQ1720B branco com rodinhas e controle de temperatura para uso no inverno
Modelo a óleo da Britânia mantém o ambiente aquecido por mais tempo e resseca menos o ar | Foto: Divulgação/Britânia

Halógeno e quartzo

Os aquecedores halógenos e quartzo costumam chamar atenção pelo preço baixo e pela sensação de calor quase imediata.

Eles funcionam usando lâmpadas que irradiam calor diretamente para pessoas e objetos próximos, sem necessariamente aquecer todo o ar do ambiente. Por isso, são muito usados em escritórios, salas pequenas ou locais onde apenas uma pessoa precisa se aquecer.

Uma vantagem importante é o silêncio. Como muitos modelos não utilizam ventoinha, acabam sendo mais discretos no funcionamento. Também são aparelhos leves e fáceis de transportar dentro de casa.

Aquecedor quartzo ligado aquecendo sala de estar durante noite fria de inverno
Foto: Divulgação/Britânia

Por outro lado, eles têm alcance limitado. O calor costuma ficar concentrado apenas na frente do aparelho, diferente de modelos que conseguem aquecer o cômodo inteiro.

Outro ponto que exige atenção é a segurança. Alguns modelos possuem grades metálicas que ficam bastante quentes durante o uso, aumentando o risco de queimaduras ou acidentes caso fiquem próximos de tecidos, cortinas ou crianças.

O modelo da Ventisol é uma das opções mais baratas da categoria e aparece entre os mais vendidos da Amazon. Compacto e portátil, é indicado para aquecimento rápido e pontual em ambientes pequenos.

Onde comprar: Amazon.

Aquecedor quartzo Ventisol preto com barras de aquecimento para ambientes pequenos
Modelos quartzo aquecem diretamente pessoas e objetos próximos | Foto: Divulgação/Ventisol

O que realmente importa antes da compra

Na prática, escolher um aquecedor vai muito além de olhar apenas o preço. O primeiro ponto importante é o tamanho do ambiente. Um aparelho pequeno pode até funcionar bem perto da pessoa, mas terá dificuldade para aquecer uma sala maior. Já um modelo muito potente em um espaço pequeno pode gerar consumo desnecessário de energia.

Também vale observar a potência do aparelho. Quanto maior a potência, maior tende a ser o consumo elétrico. Modelos de 1.500 W são bastante comuns e costumam atender quartos e escritórios pequenos com eficiência.

Termoventilador branco ligado em sofá de sala durante dia frio de inverno
Foto: Banco de Imagem/Freepik

Outro fator importante é a presença de termostato automático. Esse recurso permite que o aparelho desligue temporariamente quando atinge determinada temperatura, ajudando a reduzir o consumo de energia ao longo do uso.

Recursos de segurança também merecem atenção. Hoje muitos modelos já contam com desligamento automático em caso de superaquecimento ou tombamento do aparelho.

Especialistas e o Corpo de Bombeiros também orientam evitar o uso de extensões elétricas e nunca deixar o aquecedor ligado sem supervisão durante o sono.

Então, qual é o melhor aquecedor elétrico?

Não existe um modelo perfeito para todas as situações. Quem quer gastar menos na compra e aquecer rapidamente um ambiente pequeno normalmente encontra no termoventilador a opção mais prática.

Já quem pretende deixar o aparelho ligado por várias horas e busca mais conforto térmico costuma preferir os modelos a óleo, que conseguem manter o calor por mais tempo e tendem a ter melhor eficiência energética no uso contínuo.

Os aquecedores cerâmicos aparecem como uma alternativa intermediária, equilibrando conforto, ruído e economia.

Enquanto isso, halógenos e quartzo funcionam melhor para quem precisa de calor direcionado e uso pontual.

No fim das contas, o melhor aquecedor é aquele que faz sentido para o tamanho da casa, para o tempo de uso e para o impacto que você aceita ter na conta de energia durante o inverno.

Como isso impacta sua vida?

Com o frio mais intenso chegando ao Sul do Brasil, entender as diferenças entre os tipos de aquecedor pode evitar compras por impulso e ajudar a economizar energia dentro de casa. Um aparelho mais barato nem sempre será o mais econômico no longo prazo, principalmente para quem pretende usar o aquecedor todas as noites durante o inverno.

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Maria Eduarda Günther

Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.

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