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Santa Catarina recebe mais 85 mil doses e pode começar imunização contra Covid-19 em idosos acima de 90 anos

Os municípios que ainda não finalizaram a primeira etapa vão continuar vacinando, dentro do limite de doses que o Estado recebeu até o momento

08/02/2021

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Santa Catarina recebe mais 85 mil doses e pode começar imunização contra Covid-19 em idosos acima de 90 anos

Santa Catarina recebeu neste domingo, 7, mais 85 mil doses da vacina contra a Covid-19. O lote é da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac. Trata-se da quarta remessa enviada ao Estado desde o dia 18 de janeiro, totalizando 298,1 mil unidades até o momento.

As doses deste domingo chegaram em um voo no aeroporto de Florianópolis por volta de 14h30min. Elas foram recebidas pelo superintendente do Ministério da Saúde em Santa Catarina, Rogério Mendes Ribeiro e na sequência, encaminhadas para a Central Estadual de Rede de Frio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), em São José, na Grande Florianópolis.

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O governador Carlos Moisés ressalta que o repasse para as 17 unidades regionais da Dive será realizado já nesta segunda-feira, 8, com o apoio das forças de segurança, para que as doses cheguem com maior agilidade a todos os 295 municípios catarinenses.

“Vamos repetir a fórmula de sucesso que já fizemos nas outras oportunidades, para uma distribuição rápida e eficiente. Todos os setores do Governo do Estado estão mobilizados para que a nossa campanha de vacinação contra a Covid-19 seja um sucesso. A pandemia é um desafio único para toda uma geração, mas cada chegada de um lote de vacinas nos dá esperança de que estamos mais perto de vencer este vírus”, afirma o governador.

Neste primeiro momento, apenas metade das doses recebidas neste domingo, um total de 42,5 mil, será encaminhada para as regionais. O repasse do restante ocorrerá dentro de duas a quatro semanas, o intervalo indicado entre a primeira e a segunda dose da Coronavac. Segundo o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, a ideia é dar início à vacinação de idosos com 90 anos ou mais, além de continuar a vacinação dos trabalhadores de saúde.


Foto: Divulgação / Ministério da Saúde 

Motta Ribeiro esclarece que os trabalhadores da saúde e demais grupos continuarão sendo vacinados mesmo com o início de uma nova etapa, mas a prioridade nesse momento é a vacinação imediata de todos os idosos acima de 90.

“A recomendação é que os municípios iniciem a vacinação dos idosos imediatamente após o recebimento dessas doses e que seja dada prioridade a este público. Nosso objetivo é conseguir vacinar toda essa população, que é altamente vulnerável e que precisa ser protegida, até o fim da próxima semana”, ressaltou o secretário.

Os municípios que ainda não finalizaram a primeira etapa vão continuar vacinando, dentro do limite de doses que o Estado recebeu até o momento, até que todos os trabalhadores de saúde sejam contemplados.

Saiba mais sobre a nova etapa

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde Santa a partir dos dados informados pelos municípios, o público-alvo da próxima etapa de vacinação contra a Covid-19 – os idosos com 90 anos ou mais – é de 34.496 pessoas.

Nesta fase da campanha, o planejamento é que a aplicação das doses seja feita de forma escalonada: ela será iniciada por aqueles com 90 anos ou mais, a partir do recebimento desta nova remessa de doses.

Em um segundo momento, será a vez do público com idade entre 85 e 89 anos, a partir do recebimento da quinta remessa; 80 e 84 anos, na sexta remessa e, por fim, 75 a 79, com o recebimento da sétima remessa.

Os demais idosos, de 60 a 74 anos de idade, também serão vacinados, conforme o recebimento de novas doses.

Para contemplar esse novo grupo prioritário, os municípios devem definir estratégias de acordo com a sua capacidade de atendimento. O cadastramento prévio, por exemplo, é uma dessas estratégias.

As definições de grupos prioritários e a ordem de vacinação foram estabelecidas pelo Governo Federal, segundo os critérios de exposição à infecção e de maiores riscos para agravamento e óbito pela doença.

População de idosos em Santa Catarina

 

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