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Sem governadores!

O prolixo discurso é da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, desautorizando a convocação de governadores para depoimentos na CPI da Covid

23/06/2021

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Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

“Tenho por suficientemente evidenciado, pelo menos em juízo preliminar, fundado em cognição sumária inerente aos pronunciamentos judiciais cautelares, que a convocação de Governadores de Estado pelo órgão de investigação parlamentar do Senado Federal (CPI da Pandemia), excedeu os limites constitucionais inerentes à atividade investigatória do Poder Legislativo”.

Leves, livres e soltos

O prolixo discurso é da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, desautorizando a convocação de governadores para depoimentos na CPI da Covid, teoricamente criada pelo Senado para investigar a roubalheira de dinheiro público liberado pelo governo federal para ações de combate ao novo coronavirus.

Resumindo, quem meteu a mão vai se dar bem no país onde este tipo de crime, visto notórios ladrões em liberdade, compensa, sim!

MDB adia escolha de candidato

Como a coluna noticiou na edição de sexta-feira (18) o diretório estadual do MDB adiou, por enquanto, a votação prévia entre seus 185 mil filiados, marcada para dia 15 de agosto e destinada a indicar o nome do candidato do partido a governador: Dario Berger, Celso Maldaner ou Antidio Lunelli.

A alegação foi o quadro de mortes pela Covid 19 já que o evento provocaria aglomerações. De fato, é verdade, mas nem do MDB e partido nenhum se viu tal preocupação com as eleições no ano passado.

Nem com os milhares de candidatos a prefeito e vereador fazendo campanha ou com os 5,2 milhões de eleitores catarinenses aptos a votar.

Um MDB dividido

Na verdade, a pressão veio do senador Dario Berger (e seus aliados), um dos três pretendentes. E da bancada de nove deputados do partido na Assembleia Legislativa (onde Berger tem apoiadores) liderados por Valdir Cobalchini.

O raciocínio é lógico: quem perder na votação cruzará os braços. É passado distante o tempo do imbatível “Manda Brasa”, quando eleitores e políticos no exercício do mandato vestiam a camisa do partido apoiando o candidato indicado.

E sem votação prévia. Como diz ditado popular, “o mal já está feito”. E não será desfeito. Ao contrário, haverá um grande ranger de dentes e o já inevitável “racha”.

Reajuste para a segurança pública

O reajuste salarial que o Estado pretende pagar a partir de janeiro de 2022 (antes disso, lei federal proíbe) para agentes da segurança pública começa a tomar corpo. A categoria pede 45% de reposição a partir de 2013 (primeiro mandato de Raimundo Colombo), alegando que a reposição começou a atrasar desde então.

O governo estuda conceder entre 20% e 24%, mas retroativo a 2016. São 30 mil servidores, ativos e inativos, das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militares e Instituto Geral de Perícias, entre eles o governador Carlos Moisés (PSL), que recebe, como bombeiro militar aposentado, salário bruto de R$ 26.589,68.

Magistério e profissionais da saúde

Na esteira dos reajustes para servidores públicos estaduais de SC, também figuram, como prioridades, o magistério e os profissionais da saúde. Se, na prática, o discurso do governo é mesmo o de valorizar esses profissionais e não só em ano pré-eleitoral, quando afloram interesses políticos de todo tipo, é de se esperar propostas que façam justiça como regra geral.

Para o magistério a promessa é de salário mínimo R$ 5 mil, incluindo benefícios. O reajuste já anunciado, de 44%, aproxima-se da pedida de 45% dos servidores da segurança pública. Nesses três casos, ainda vai dar muito o que falar.

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