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WEG projeta ser ainda maior fora do Brasil do que no mercado nacional
Resumo da matéria
A WEG projeta ampliar ainda mais o peso de suas operações internacionais. Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente Alberto Kuba afirmou que a estrutura fora do Brasil tende a ganhar ainda mais espaço. Hoje, cerca de 60% da receita da companhia já vem do exterior.
A presença internacional da WEG deve ganhar ainda mais peso nos próximos anos. O presidente da companhia, Alberto Kuba, projeta que a operação fora do Brasil continuará crescendo e será ainda maior em relação ao negócio no mercado nacional.
A declaração foi dada em entrevista ao Valor Econômico, publicada na sexta-feira (2). A projeção de Kuba reforça um movimento que já aparece nos números da companhia: em 2025, a WEG alcançou receita líquida de R$ 40,8 bilhões, com cerca de 60% provenientes das vendas realizadas fora do Brasil. Atualmente, a companhia mantém fábricas em 18 países e presença comercial em mais de 135 mercados.
Exterior já representa a maior parte das vendas
A internacionalização da WEG vem sendo construída há décadas, mas ganhou uma dimensão cada vez maior dentro dos negócios da companhia. Em 2024, 57% do faturamento vinha dos mercados externos. No ano seguinte, essa participação chegou a cerca de 60%, ajudando a dimensionar a projeção feita por Kuba sobre o futuro da empresa.
Mais do que exportar equipamentos produzidos no Brasil, a WEG construiu uma estrutura industrial distribuída por diferentes regiões do mundo, aproximando a produção dos mercados que atende. Na Ásia, por exemplo, a companhia prepara uma nova fábrica em Rugao, na China, dedicada à produção de grandes máquinas elétricas rotativas e com início das operações previsto para 2027.
Nos Estados Unidos, a presença industrial também alcançou uma escala significativa. A WEG já possui 10 fábricas e nove centros de distribuição no país, além de mais de 2.250 funcionários, formando uma das maiores estruturas da companhia fora do Brasil.

Uma estrutura espalhada pelo mundo
Os números ajudam a mostrar o tamanho alcançado pela operação internacional. A WEG possui mais de 49 mil colaboradores, mais de 1.500 linhas de produtos e fabrica anualmente mais de 19 milhões de motores. A produção está distribuída por diferentes países e atende áreas que vão de motores e automação industrial à geração, transmissão e distribuição de energia, mobilidade elétrica, tintas e vernizes.
A estratégia também passa pela ampliação da capacidade produtiva fora do Brasil. No fim de setembro, a companhia anunciou investimento de US$ 165 milhões para aumentar a produção de geradores na América do Norte, com uma nova instalação no México e outras duas unidades industriais em local ainda a ser definido na região.
Quando a expansão estiver concluída, em 2030, a WEG prevê elevar sua capacidade global de produção de geradores dos atuais 10 para cerca de 50 equipamentos por dia, considerando as fábricas do México, Estados Unidos, Brasil e China. O investimento mostra, na prática, como a expansão internacional citada por Kuba vem sendo acompanhada pelo aumento da capacidade industrial fora do país.

Crescimento internacional sem abandonar o Brasil
A projeção de uma WEG cada vez maior no exterior não significa a substituição da operação brasileira. O movimento faz parte de uma estratégia na qual a companhia amplia simultaneamente sua capacidade produtiva e sua presença em diferentes mercados, enquanto Jaraguá do Sul permanece como sede da empresa e parte central dessa estrutura.
A diferença está na escala que a operação internacional alcançou. Os números de 2025 mostram o quanto essa transformação já avançou: de cada R$ 10 faturados pela companhia, aproximadamente R$ 6 vieram de vendas realizadas no mercado externo. A projeção apresentada por Alberto Kuba ao Valor Econômico indica que essa diferença tende a se ampliar nos próximos anos.
Como isso impacta sua vida?
Para Jaraguá do Sul, o crescimento internacional da WEG amplia a dimensão de uma empresa diretamente ligada à economia local. Mesmo com a maior parte das vendas já realizada no exterior e com novas fábricas sendo abertas em outros países, a sede permanece na cidade, conectando Jaraguá do Sul a uma operação industrial presente em mais de 135 mercados.
