Cultura

145 anos da nossa brava gente: Três poderes em um só lugar

A história de Jaraguá do Sul contada pelo olhar de seus personagens

25/07/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

145 anos da nossa brava gente: Três poderes em um só lugar

União. Ato ou efeito de unir. Esse substantivo feminino, apesar de pequeno, é extremamente importante para a história jaraguaense. A cidade, que neste dia 25 de julho completa 145 anos de fundação, sempre teve a união muito forte em suas raízes.

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Prova disso, são os três poderes municipais – Executivo, Legislativo e Judiciário – que, durante um tempo, dividiram o mesmo espaço físico. Através de personalidades vivas, fatos e registros, o JDV mergulhou na história da cidade que é pulsante em segurança, saúde, cultura e diversidade.

Todas as entrevistas presentes neste caderno especial seguiram os protocolos de prevenção contra a Covid-19 com distanciamento e uso de máscaras.

Três poderes em um só lugar

Quando dissemos que os três poderes andam juntos, não é à toa. Em Jaraguá do Sul, por exemplo, o prédio que atualmente abriga o Museu Histórico Emílio da Silva, na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, no Centro, foi palco de grandes discussões políticas, decisões judiciais, leis e decretos.

E essa memória é preservada dentro do prédio de estilo arquitetônico conhecido como “Art Déco”, que começou a ser construído em 1939 no governo do prefeito tenente Leônidas Cabral Herbster, que foi nomeado pelo interventor do Estado, Nereu Ramos. A sede foi inaugurada dois anos depois, em 1941.

Inauguração do prédio da prefeitura (Foto: Arquivo Histórico)

Ao entrar no local, é possível ver do lado esquerdo a galeria de ex-prefeitos. Conforme a historiadora do Arquivo Histórico “Eugênio Victor Schmöckel”, Silvia Regina Toassi Kita, toda a parte de baixo do museu, era na época a prefeitura – tanto é que na primeira sala à esquerda foram preservados alguns objetos como mesa e máquina de escrever, da sala e ante-sala do prefeito, além dos objetos de Emílio da Silva.

Já na parte de cima, ficava a Câmara de Vereadores e o Fórum, de onde se vê a mesa do tribunal de júri, os bancos onde ficavam as testemunhas e o réu. E tudo foi preservado, inclusive o assoalho de madeira que, de acordo com o ex-vereador e prefeito em exercício, José Alberto Klitzke, de 73 anos, quando se estava bravo com o prefeito, se pisava mais forte no chão.

No próximo capítulo, você conhecerá como eram as discussões na Câmara de Vereadores.

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