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Negros também foram perseguidos pelo nazismo: histórias pouco conhecidas do Holocausto chegam a Jaraguá do Sul
Resumo da matéria
O Museu Histórico Emílio da Silva, em Jaraguá do Sul, recebe uma exposição gratuita sobre a perseguição aos negros durante o Holocausto. A mostra reúne cerca de 23 painéis com histórias de vítimas do nazismo e poderá ser visitada de 4 de novembro a 12 de dezembro de 2026.
A perseguição promovida pelo regime nazista é frequentemente associada ao Holocausto e ao genocídio dos judeus. Mas outros grupos também foram vítimas das políticas racistas de Adolf Hitler, entre eles pessoas negras e afro-alemãs, cujas histórias ainda são pouco conhecidas.
Parte dessa história poderá ser descoberta em Jaraguá do Sul a partir desta quarta-feira (4). O Museu Histórico Emílio da Silva recebe a exposição “Nossa Luta – A perseguição aos negros durante o Holocausto”, que apresenta episódios de discriminação, violência e perseguição racial durante o nazismo.
A mostra é gratuita, reúne aproximadamente 23 painéis e permanece na cidade até 12 de dezembro. A iniciativa é do Museu do Holocausto de Curitiba, em parceria com a Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Uma história que começou antes do nazismo
Além de abordar a perseguição à população negra durante o regime nazista, entre 1933 e 1945, a exposição apresenta um episódio anterior: o genocídio dos povos herero e nama, cometido pelas forças coloniais do Império Alemão entre 1904 e 1908, no território que hoje corresponde à Namíbia, na África.
O episódio é considerado por muitos historiadores um dos primeiros genocídios do século XX. A exposição estabelece conexões entre a violência colonial, as ideologias racistas e as políticas de perseguição que seriam adotadas posteriormente pelo nazismo.
Por meio de biografias e registros históricos, os visitantes poderão conhecer trajetórias de pessoas atingidas por essas políticas e compreender como o racismo se manifestou em diferentes momentos da história.

Exposição já passou pelo Congresso Nacional
Antes de chegar a Jaraguá do Sul, a mostra percorreu diferentes espaços culturais, educacionais e legislativos do Brasil, incluindo o Congresso Nacional, em Brasília, e a Assembleia Legislativa do Paraná.
Os aproximadamente 23 painéis também relacionam os acontecimentos históricos às manifestações contemporâneas do racismo, incentivando reflexões sobre discriminação, direitos humanos e respeito à diversidade.
O tema já esteve presente em outras iniciativas culturais na cidade. Em março deste ano, o Museu Histórico recebeu a exposição “Olhares e Sorrisos Negros”, que reuniu fotografias produzidas em escolas de Jaraguá do Sul para valorizar a diversidade e a representatividade negra.
Em 2021, o espaço também promoveu uma exposição dedicada ao resgate histórico e cultural da população negra, durante a programação do Dia da Consciência Negra.
A nova mostra conta ainda com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras e audiodescrição nos painéis.

Como visitar a exposição em Jaraguá do Sul
A exposição “Nossa Luta – A perseguição aos negros durante o Holocausto” poderá ser visitada gratuitamente no Museu Histórico Emílio da Silva, de 4 de novembro a 12 de dezembro de 2026.
O funcionamento regular ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 16h30. Também estão previstas aberturas especiais aos sábados, em datas determinadas pela organização.
Escolas e grupos com mais de dez pessoas podem solicitar visitas mediadas pelo e-mail museuhistorico@jaraguadosul.sc.gov.br.
Para quem ainda não conhece o espaço, o JDV já apresentou quatro relíquias preservadas no Museu Emílio da Silva, que também abriga parte importante da memória de Jaraguá do Sul.




