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A diferença gritante entre os candidatos do segundo turno em Blumenau e Joinville

Em ambas as cidades, o cargo de vice será ocupado por mulheres.

01/12/2020

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Em Blumenau

Com 108.591 votos colocados sobre João Paulo Kleinübing (DEM), que levou 42.026 votos, o atual prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), no cargo desde abril de 2018, deu um banho no adversário que tem no currículo dois mandatos de prefeito e dois de deputado federal. Uma diferença de 66.565 votos.

Mas, é preciso atentar, também, para uma outra apuração: a de votos nulos (12.242), brancos (7.943) e abstenções (66.873), ou 87.058 votos desperdiçados do total de 180.141 votantes (72,93%) num universo de 247.014 mil eleitores.

A soma de votos para ninguém daria para eleger, com muita folga, os prefeitos eleitos de Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder. Ou o de Jaraguá do Sul e, neste caso, ainda com sobras de 30 mil votos.

Na Manchester

Em Joinville, com seus mais de 400 mil eleitores, não foi diferente: 114.457 pessoas não foram às urnas para votar. Outras 8.328 votaram em branco e 18.679 anularam o voto.

Venceu Adriano Silva (Novo), o único do partido no Brasil e eleitoralmente um ilustre desconhecido até a apuração do primeiro turno.

Levou 145.269 votos sobre o deputado federal Darci de Matos (PSD), com 116.793 mil e que aparecia nas pesquisas eleitorais como o vencedor. Propagando um discurso de “experiência” no trato da coisa pública.

Na verdade, da mesma forma como Silva, Matos nunca administrou nada. Mas, há uma coisa em comum entre Hildebrandt e Silva: ambos terão mulheres como vice-prefeitas. Em Blumenau, Maria Regina Soar (PSDB) e, em Joinville, Rejane Gambin (Novo).

Sai de baixo

De volta ao cargo, o governador Carlos Moisés (PSL) já trata de afastar os nomeados por Daniela Reinehr (sem partido), que governou o Estado por um mês.

E já faz valer o acordo para um governo de “coalizão”, e nomeando ao menos uma indicação política: Eron Giordani, chefe de gabinete do deputado Júlio Garcia (PSD), é o novo chefe da Casa Civil.

A Secretaria de Comunicação fica sob a chefia do jornalista Jefferson Douglas, ex-gerente de jornalismo da ex-RBS TV de Blumenau. O coronel Márcio Ferreira, exonerado por Daniela, reassume a chefia de gabinete.

Na UTI

Partidos de esquerda foram literalmente varridos dos principais colégios eleitorais do país.

Em nenhuma capital, por exemplo, PT e PSOL conseguiram eleger prefeitos. Exceto o PDT e nem tão à esquerda como pode parecer

Mas, isso não significa que estamos vendo a extinção pura e simples de algumas siglas. No entanto, é possível afirmar que um ciclo da história destas agremiações políticas se encerrou nestas eleições.

Tudo certo

A deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha, que à revelia do comando estadual do PDT assumiu a liderança do governador Carlos Moisés (PSL) na Assembleia Legislativa, deve deixar o cargo.

Depois da absolvição de Moisés, na sexta-feira passada (27), no pedido de impeachment por conta do reajuste dos procuradores do Estado, disse que já tinha cumprido seu papel. E que há outros nomes entre os parlamentares para ocupar a função.

Na verdade, tudo é consequência de acertos nos bastidores, entre Moisés e Júlio Garcia (PSD), presidente da Assembleia, visando o tal “governo de coalizão”.

Reações

Deputado federal Carlos Chiodini (MDB), os ex-governadores Pinho Moreira (MDB) e Raimundo Colombo (PSD) torcem o nariz sobre a aproximação de parlamentares do partido ao governador Carlos Moisés (PSL).

Nesta segunda-feira (30) a executiva estadual do MDB se reuniu para debater o assunto. E Colombo já pediu uma reunião extraordinária do PSD para discutir a questão.

Essas lideranças não querem que as bancadas dos partidos na assembleia passem para a base de Moisés porque isso inviabilizaria nomes para a disputa majoritária de 2022.

Respiradores

O governador precisa do apoio da maioria na Alesc porque tem contra si um segundo pedido de impeachment.

Desta vez pela compra de 200 respiradores da China, por R$ 33 milhões pagos antecipados de um produto inservível para tratamento da Covid-19 em UTIs, além de nunca entregue na quantidade contratada.

O grave é que o dinheiro não foi recuperado e o principal questionamento é se Moisés sabia da transação nos moldes em que foi feita. Como cinco deputados participam o tribunal de julgamento é importante tê-los como aliados.

 

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